tem gente que chora; e tem gente que vende lenço*

11.3.07

estou desde janeiro envolvida em três trabalho completamente diferentes - além do jornal do comércio, evidentemente. tudo para garantir a subsistência de uma forma mais ou menos digna. vou omitir os nomes dos lugares só por frescura, me dêem este direito.

o primeiro é um relatório anual de uma grande empresa.

o segundo é um guia de gastronomia de uma revista semanal nacional de grande circulação.

o terceiro é uma coluna social para executivos de uma revista mensal de circulação regional.

como vem tudo ao mesmo tempo agora, tenho que usar todo o tempo livre que tenho pra trabalhar neles ao mesmo tempo. (tempo, tempo, tempo, três vezes na mesma frase. sem condições de resolver isso agora)

vez ou outra, escrevendo que os quitutes são inspirados nas antigas receitas da avó da proprietária da confeitaria, toca o telefone e é a entrevista com o executivo, que eu tinha marcado. pára tudo, vamos criar um link da vida dele com os seus planos para a carreira. nesse ínterim, chega um mail pedindo a revisão de uma parte do balanço, com todos os seus ebitda, receita líquida, lucro bruto.

e lá se vai a manhã que começou às 8h. toca pro JC pra trabalhar até 21h30.

chegando em casa, começa de novo: receita de pudim de leite, análise de balanço social, por que diabos os caras da assessoria de imprensa não mandaram a foto do entrevistado da coluna???

só escrevi isso tudo pra pedir: por favor, parem de perguntar se eu estou ficando rica. vocês conhecem algum rico que trabalha?

* este título é o nome de um livro que vi um tiozinho comprar hoje na livraria cultura. achei géeeeenio.

2 comentários:

Solon disse...

para "garantir a subsistência de uma forma mais ou menos digna", tu resolve praticamente não ter vida, é isso? juro que não entendo esta lógica.

clarissa disse...

pois é, lóllon, é que eu goshtcho!