da relatividade do preço

1.11.05

quando eu fazia reportagem de varejo - subiu o preço do pão, caiu o valor dos hortifruti, as roupas estão pela hora da morte -, na época de ano-novo, natal e páscoa fazia muita pesquisa de preço pra ver quanto o pobre do consumidor ia gastar a mais que no ano passado para assar o seu peru, seu porquinho ou seu bacalhau.

é deste último peixe que eu queria falar. o preço do quilo era sempre uma fábula, perto de 100 reais no mercado público. e eu achava aquilo muito estranho, embora goste de bacalhau, nunca entendi esta preferência. cem pilas dá pra comprar um bastantão de picanha, que é muito mais gostosa.

fui no endocrinologista na sexta-feira e descobri que havia perdido 1,5 quilo, que, somando-se às perdas de peso desde maio, chega-se à marca histórica de dez quilos a menos sob minha alva pele. excelente, saí do médico 60 reais mais pobre, mas cantarolante. enfim.

o que isso tem a ver com o bacalhau? tudo. ao todo, nestes cinco meses, gastei cerca de 600 reais, em consultas, comida light e medicamentos. divididos por dez - a perda total -, chego à conclusão que valho 60 reais o quilo, 120 reais por mês, portanto.

pelo menos o bacalhau é só uma vez por ano.

3 comentários:

Emiliano disse...

e tu vivia mentindo que toda a graça tinha sido gasta naquele textinho da Barbie, né?

Fabiano disse...

Hahaha! Tu não vale o que come.

Miu disse...

guria! mas tu é mto cabeçuda... saiu da história da pesquisa de preço pro natal e foi parar no preço do quilo da gordura corporal! eheheheh. manda o telefone desse endocrinologista.