preferencial é um lugar que não existe*

8.4.06

o motorista de um fiat uno resolveu conhecer cada metro da avenida ipiranga, na pista central, a 50km por hora. sexta-feira, 13h30min.


dezenas de sinais de luz, buzinadas e aceleradas atrás dele, eis que consigo ultrapassá-lo - meu carro é 1.0, note-se. não contente, paro ao lado dele para fazer uma cara de que-absurdo-o-senhor-não-tem-vergonha-de-passear-desta-forma-e-não-dar-passagem-a-alguém-que-precisa-trabalhar, ou simplesmente "tomou, papudo?". só que a minha cara derreteu, porque o cara estava fardado de brigadiano.

me lembrei imediatamente do domingo passado quando um bm atravessava a nilópolis na faixa de segurança em frente à praça §, antes conhecida como encol. um pobre coitado não parou para sua majestade o brigadiano atravessar no meio do movimento intenso. teve a placa anotada e certamente levará uma bela multa.

sem escolha, abri a janela do carona, um sorriso colgate e um pedido de desculpas. aparentemente, funcionou, ele sorriu de volta e fez um aceno benevolente com a cabeça.

desonra, humilhação, mas sem retaliações. lição do dia: não formem um grupo terrorista comigo, é pouco provável que eu suporte qualquer tortura sem entregá-los todos.



*homenagem singela ao trânsito da capital de todos os gaúchos. porto alegre é demais!

2 comentários:

thielli disse...

Queria ver tu dirigindo no trânsito de Cuiabá, uma capital com 700 mil habitantes que quase não tem sinaleira (só as tais rotatórias) e, quando tem, são do tipo não-sincronizadas, ou seja, tu anda, fecha o sinal, abre o sinal, anda mais um pouquinho, a próxima está fechada... e assim vai. Além do povo ser muito mal educado no trânsito!

Emiliano disse...

Eu não quero carro nunca mais. Ainda mais se Santo Alckmin terminar o metrô.