porque me ufano

5.2.09

o jornal tem de ser entendido pela dona Maria. ou, como diria o Bonner, pelo Homer Simpson. até aí, aceitável. um leitor ou telespectador não pode ser privado de entender o que está lendo/vendo/ouvindo. o que me preocupa é que o vocabulário da dona Maria e do Homer está cada vez menor e não gostaria de ser uma das responsáveis por isso.

a gente aprende português e novas palavras e termos só de um jeito: lendo. e se o veículo de comunicação não trouxer essas palavras, onde o Homer e a dona Maria vão aprendê-las? nos livros? não me faça rir.

é importante que essa gente leia e não entenda uma palavra ou duas. e vá no dicionário ou vá perguntar pra alguém o que elas significam.

por isso, é entusiasmante o projeto da Oxford University Press. no estilo "não deixe o samba morrer", a universidade lançou o site Save the Words, com o propósito de, adivinhem, salvar palavras do inglês que estão desaparecendo e sequer constam do corretor do Word. lá se acham termos como long play, famigerated, gleimous (não sabe o que é? vai no dicionário, chê). ali, o cidadão se cadastrada e adota uma palavra em desuso, prometendo reativá-la e usá-la o máximo possível em conversas, textos etc.

como não achei um irmão lusófono da iniciativa, lanço aqui a campanha adote uma palavra em português. a minha será obliterar. e a tua?

*a propósito: deveria existir uma lei que impedisse perguntar a um brasileiro "qual a palavra mais bonita da língua portuguesa", porque seria a melhor forma de evitar a resposta mais clichê da língua portuguesa: "saudade, que só existe em português".

2 comentários:

Anna Martha disse...

huummm, deixa eu ver, esporádico serve? aprendi vendo "As Patricinhas de Beverly Hills".

Voltaire Castilhos disse...

A minha é "aquilatar"