a gvt me odeia.

27.12.07

passei a vida toda ouvindo histórias de pessoas que se dão bem com as empresas prestadoras de serviços. meu pai, meus tios nunca pagaram uma anuidade de cartão de crédito na vida. quando vinha a cobrança, eles passavam a mão no telefone e lá vinha o diálogo:

- não quero mais esse cartão.
- o senhor fica conosco e lhe damos anuidade grátis.
- ok.

e dava tudo certo.

comigo, não. fico horas com uma musiquinha no fundo. horas. cai a ligação. e a única vez que tentei aplicar, o diálogo foi:

- não quero mais esse cartão.
- ok, senhora.
- tu, tu, tu, tu.

desliguei. na verdade, eu queria o meu cartão, pô.

agora, o meu problema mais urgente é a gvt. cancelei a net – e foi fácil, eles nem insistiram por mim – e estou sem internet. meu telefone é gvt, já tive adsl, sempre paguei em dia, achei que seria uma barbadinha. me mandaram esperar 10 dias. dez dias se passaram e nada. liguei:

- tem previsão pro adsl?
- não tem previsão, senhora.
- mas eu não posso ficar sem internet.
- não tem previsão, senhora.
- mas pode demorar quanto? um mês? seis meses?
- não tem previsão, senhora.
- vou ligar para a brasil telecom e trocar de operadora.
- ok, senhora.

é incrível. eles não dão a mínima.

por isso, esse blog está às moscas. não me perguntem quando vou atualizar. porque não tem previsão, senhores.

fúcsia

13.12.07

eu tinha uma outra coisa pra escrever aqui. mas com essa notícia da agência globo, nem lembro mais o que era.

Casado e pai, aos 21 anos, o entregador pernambucano Leonardo Honorato da Silva está preso em Recife, sob acusação de ter estuprado uma idosa de 75 anos. Ele disse que foi a vítima que o assediou, mas, segundo a polícia e os médicos, não há dúvidas da prática do crime, porque a idosa teve o útero dilacerado. — Forcei muito, nunca peguei uma pessoa nessa idade, mas ela deixou — afirmou Silva, na delegacia, ao ser preso em flagrante depois que vizinhos ouviram os gritos da vítima. A mulher está internada no Hospital da restauração, em Recife, onde passou por cirurgia. Ela deu entrada afirmando ter sido vítima de uma queda. Mas ao examiná-la os médicos constataram a violência e avisaram à polícia. A idosa contou, então, que fora violentada e que não disse antes por vergonha.

do dia de ontem

12.12.07

* aecinho é candidatíssimo. ontem, no tá na mesa, da federasul, fui lá só para assistir à palestra, na qual ele lembra que ele, ele, ele e mais ninguém tem um projeto de governo, e não um projeto de poder, mas que é um soldado do partido e que só sai candidato se assim o tucanato da mais alta estirpe o quiser.
há de querer. o serra anda apagadinho, descendo ladeira abaixo (hein, hein? ok, foi só um trocadilho). e quem era o outro mesmo? ah, alguém aqui me lembra que era o geraldo; bom. se eu não lembrei dele, não devo ser a única.

** derrota feia do governo no senado e o fim da cpmf em dezembro. resta saber agora se há plano b e, se houver, qual será ele. uma pastinha com R$ 40 bi não se acha na rua.

âpideit - solon me avisa que há sim, plano B. delícia.

*** nunca, nunca comam elma chips sensações sabor champanhe. a sensação não é de champanhe. é de que alguém virou um copo de cerveja choca na batata frita no boteco.

do show, da música, dos 30 anos

10.12.07


fiquei mesmo em casa vendo o show dos the police - e que inteiraço está o seu sting, benzadeus.

mas o que queria dizer aqui é que a coisamaislindadomundo é o show do paralamas, que abriu a noite.

passei incólume pelo fanatismo da legião urbana - que sempre achei um saco -, mas fui em tudo quanto foi show dos paralamas na década de 90. amo. e quando vi no multishow, todas as musiquinhas tavam lá - e chorei ouvindo mensagem de amor, que é linda de doer.

a verdade é que show bom é com música que eu conheço e canto junto. música nova eu aprendo nas fm - que to ouvindo cada vez menos, a bem da verdade. uma vez, saiu uma pesquisa na época dizendo que as pessoas, a partir dos 30 anos, ficam menos afeitas a novidades musicais (embora eu ache que isso seja pouco - as pessoas mais velhas ficam menos afeitas a tudo).

por isso que to pensando seriamente em ir hoje no show da graforréia, no opinião. adoro cantar junto e de olhinho fechado, de preferência.

ah

8.12.07

não sou nenhuma fã do de doo doo doo de da da da the police, mas sou uma fã de acontecimentos históricos.

ficarei em casa, portanto. vendo o show e lendo a cobertura da neca no terra.

eu entendo a vera fischer


"DESCONTROLE. 'Certas vezes eu ficava com tanta raiva que tremia e mordia a pia do banheiro... É bem verdade que nunca aceitei ordens, fazia o que me dava na telha. Mas com 2 anos era difícil. Eu era muito nervosa. Na hora de dormir, minha babá me dava uns comprimidos chamados Luminaletas, receitados pelo médico.'"

não, esse singelo depoimento de uma infância não é da von richtofen. é da vera fischer, um trechinho da autobiografia.

ok, boletas aos dois anos culminaram numa cara que nem a dessa foto aí do lado e explicam MUITA coisa da musa.

a silvinha fez uma bela matéria pro caderno vida (não consegui achar no zerohora.com) desse sábado, que mostra que os pais andam com uma preguiça danado dos filhos. a ritalina, remedinho tarja preta pro déficit de atenção, virou a balinha mágica que faz o filhinho estudar, ficar comportado, concentrado, em suma, um geninho. tem um filiminho massa (copyright 1990) chamado thumbsucker, em que o guri é mega dda, toma ritalina, vira um gênio da matemática, larga os comprimidinhos e... vale a pena ver.


enfim, temo pelo futuro da humanidade emboletada, vivendo num vera-fischer-style. nem todo mundo tem esse glamour.

charlatã sou eu

7.12.07

tenho a impressão de que algum grandão da globo foi enganado por uma vejo-passado-presente-futuro-trago-a-pessoa-amada-em-três-dias. senão, vejamos.


um dos telejornais mais assistidos do país há dois dias exibe matérias loooongas sobre uma véia-vidente que diz que é sobrinha da madre tereza de calcutá (mas que carinha de pau, hein) e extorque dinheiro dos incautos.


mas peralá. QUALQUER vidente faz charlatanismo. tudo quanto é poste de porto alegre, quiçá do brasil tem cartaz de mãe fulaninha que tudo faz mediante uma graninha; então por que será que encarnaram nessa infeliz? que grande matéria é essa que faz a cristiane pelajo reclamar que algumas pessoas dizem ter entregue até 140 mil reais por um trabalho?

aí tem. não vejo a hora que alguém descubra (veja?) quem foi o figurão da globo que caiu no conto da pessoa-amada-em-três-dias...

deus vê tudo

21.11.07

fui abastecer o auto hoje de manhã. prosaico, portanto. parei no posto ipiranga da rótula da carlos gomes com a protásio.


eu - ó, moço, onde tem álcool? (sim, eu só abasteço com álcool, para proteger a natureza. 'mas aí morrem bóias-frias, usineiros enriquecem em vai faltar comida no mundo'. eu sei. mas enquanto não comprar uma bicicleta, é assim que é.)


ó, moço - ali na frente. ele já vai sair.


paro do lado. to megamotherfucker atrasada. o ó, moço abastece a fiorino, abre o capô (ele deve ser o único que concorda em verificar-a-água-e-o-óleo), olha, olha, nada. termina de abastecer, o cara paga com cartão, demora, demora, demora. vou colocar o carro e um incauto estaciona no lugar.

ó, moço - moça, ele já tava antes, vai abastecer rapidinho.

eu - #&%¨&, mas que %¨&($, por que não me avisou?

mesmo assim, espero. espero. espero. termina. estaciono e pergunto:

eu - nada mais vai me impedir de abastecer?

ó, moço - rê, rê, não, moça.

bufando de fúria, enquanto abastece, vou no caixa eletrônico pegar dinheiro. pego. na hora de pagar, por alguma razão minha bolsa nova se engancha na minha blusa tomara que caia.

e caiu.

foi um átimo de segundo. mas paguei peitinho pro ó, moço em plena protásio alves.

bem feito pra mim.

esses publicitários e suas agências maravilhosas

9.11.07


o tião fez no blogui dele uma descrição muito pertinente sobre o estereótipo do publicitário - com seus cabelos metodicamente bagunçados - e sobre a verdadeira guerra civil que se abateu entre os funcionários das concorrentes escala e dcs no salão da propaganda após a troca de agência da conta da colombo, que vale nada menos que 50 milhas anuais.

como o tião, também achei esquisito que os colegas - o baixo clero, como ele chamou - se digladie, vestindo a camiseta da agência. até porque publicitário troca muito mais de emprego que jornalista. mas só num primeiro momento. porque depois, pensando melhor, pra eles faz todo o sentido.

o jornalista, como eu e o tião, não estamos diretamente envolvidos no lado comercial da comunicação. exceto por uma ou outra pauta 500, estamos alheios ao dia-a-dia dos anunciantes.

se o zaffari parar de anunciar na zero hora, muito provavelmente não haverá uma reunião da direção com a redação, explicando que, a partir de agora, haverá cortes para se adequar ao novo momento financeiro.

os publicitários, diferentemente de nós, jornalistas, têm uma visão bem mais completa e pragmática do negócio com o qual trabalham. o compromisso deles é com a empresa e não com o leitor - e isso sem romantismo: o problema, a preocupação do jornalista é o leitor SEMPRE, é ele que compra jornal, abre site, folheia revista. e é ele que faz valer a pena anunciar em determinado veículo.
de qualquer forma, talvez ele tenha se chocado com o formato do salão da propaganda. amiga e irmã de publicitários, via a preparação, a empolgação que antecede os dias da "festa mais afudê do mundo" que é o tal de salão, que tem um ingresso caro afu - agora, não sei quanto tá, mas era uns 150 paus.

até que, um belo dia, fui pautada para cobrir o salão. acompanhei a premiação, passei a matéria por mail e, uma da manhã, pensei: agora vou curtir a tal de melhor festa do mundo. tolice a minha. o clímax já tinha passado, todo mundo já tinha enchido a cara e a festa terminou.
definitivamente, eu não sou o target. (mas ok, se todos eles tivessem aquela carinha ali em cima, repensaria...)

gentileza não gera gentileza

6.11.07


meu pai diz que vou tomar um tiro no trânsito, que sou muito estressada, não deixo passagem pra ninguém, atolo a mão na buzina e corto a frente dos mais lerdos.

mas eu to tentando mudar desde que ele presenciou um pedestre quebrar a porta de um celta a pontapés no centro de porto alegre e sair correndo, deixando pra trás, em prantos, uma motorista que cometeu o crime de buzinar pra o agressor. afinal, como todos sabemos, quem tem, tem medo.

hoje, peguei um engarrafamento de 40 minutos pra chegar no trabalho. mesmo atrasada, deixei um carro trocar de pista porque tinha um ônibus estragado na frente dele; deixei uma pedestre atravessar pelo meio dos carros gentilmente; deixei dois carros saírem das garagens na minha frente; deixei uma lotação sair da joão abbot; deixei um senhor atravessar a rua com um saco plástico com um pimentão dentro e um diário gaúcho embaixo do braço; deixei uma senhora sair da rua do barranco e passar na minha frente. pra completar o ataque de bom humor, deixei dois pedestres atravessarem a rua a duas quadras do trabalho.

não adiantou nada. a 50 metros da firma, um caminhoneiro me mandou tomar no cu e atolou a pata na buzina porque eu queria estacionar e ele colou atrás de mim.

deu de bom humor no trânsito. eu bem que tentei.

da série perguntas sem resposta

30.10.07


não são as grandes questões que assolam a humanidade, são apenas perguntas que não consigo responder sobre mim mesma - e já são suficientemente intrigantes pra eu me preocupar com o "de onde viemos e para onde vamos".

- por que eu trabalho 12 horas por dia todos os dias achando que isso é a coisa mais normal do mundo, gostando ou não, querendo ou não, e não consigo dedicar MEIA HORA a uma caminhada ou corrida ou pedalada (porque nadar eu não sei mesmo) porque acho que não tenho tempo?

- se EU SEI que preciso tomar remédio e comer direito pra não ter azia constante nem estourar minhas úlceras (sim, são duas), por que eu não faço nada disso e depois tento dormir meio sentada pra não engasgar com o refluxo queimante?

- com que cara eu posso reclamar que minha mãe fuma duas carteiras de cigarro por dia se não consigo deixar o chocolate?

- por que diabos ler não emagrece e garante a longevidade?

uruguay

24.10.07

ontem, fui pela quarta ou quinta vez na mais nova pizzaria uruguaia de porto alegre, a punta del diablo. pizzas excelentes, massa fininha e crocante, quadradas e regadas a cerveza patricia (a mais de 10,00 a garrafa, um sofrimento, mas recompensado - tava bem gelada).

definitivamente, o uruguai está na moda. o barranco, ali do lado, reunia um público relativamente pequeno para uma quarta-feira quente. mas não era falta de vontade do povo de comer carne. saindo dali, passei pela frente da parrilla del sur, na nilópolis, que bombava e tinha fila às 11 da noite.

e eu que ainda não conheço. bela desculpa pra visitar minha prima e conhecer a filhinha dela, que já tem um ano.

jornal de ontem

23.10.07


são 6 horas e meia por dia, cinco dias por semana, cerca de 130 horas todo mês de dedicação.

para 24 horas depois, virar embrulho do cocô da preta.

sim, isso é verdade. mas também é uma metáfora.

sou mais eu

19.10.07


hoje, encontrei um site bem por acaso, no qual as pessoas, anonimamente, expõe seus mais recônditos segredos às vistas de todos que o visitam, e que depois podem postar comentários à vontade. ali tem desde o rapaz noivo que sonha em transar com um travesti à menina que afirma apenas "fiz um aborto", talvez na tentativa de encontrar alguém mais que passe pela mesma situação e que poste uma palavra amiga.

não é novidade que as pessoas estão obcecadas em falar de si - mesmo os anônimos estão em busca de audiência, e, de preferência, de um grande público. todo mundo quer contar seus problemas, expor suas opiniões, seja num blog, como esse aqui, seja no sofá da márcia goldschmit.

depois de todo mundo, como de costume, o jornalismo está desembarcando fortemente nessa tendência. portais de notícia, como o terra e o novíssimo zerohora.com, dedicam grandes espaços às colaborações de leitores. poderiam se limitar à uma fotografia do pôr-do-sol no guaíba ou emitir uma opinião, mas vão além: produzem suas próprias reportagens, como na iniciativa vc repórter, do terra, ou da revista sou + eu, da editora Abril, feita exclusivamente da colaboração de leitores.

em troca de dinheiro ou não, o cidadão comum, sem necessariamente ter noções claras do jornalismo como o aprendemos, vê-se diante de espaços cada vez maiores para retratar a seu modo a sua realidade, que, ao que parece, o jornalismo como o aprendemos não foi capaz de fazer. de um passivo receptor, ele virou agente ativo da produção de conteúdo. e um grande gerador de audiência: o povo quer se ver na tv, na internet, nas páginas do jornal.

conclusão: infelizmente, nenhuma. ainda não li nada sobre o assunto. mas ando com o pé que é um leque (in: BARRETO, Carlos) para fazer um mestrado, quem sabe não vou por aí? mais batido que maionese, mas quem se importa?

chefias

18.10.07

as demissões são sempre traumáticas, pelo menos pra mim. fui demitida uma vez (de O Sul, o que não é nenhuma vantagem - aconteceu com quase todo mundo); nas demais oportunidades que troquei de emprego, e não foram poucas, a demissionária fui eu. mesmo assim, choro que me lavo.

meus chefes sempre ficaram tristes - ou fingiram lindamente. não que eu seja a última bolachinha do pacote no que tange à competência, mas acho que sou querida, sei lá.

menos uma vez. essa demissão foi surreal. lembro até o diálogo.

Na sala do chefe:

Eu - Preciso falar contigo.
Chefe - Sim?
Eu - Recebi uma proposta de emprego.
Chefe - Se é melhor que aqui...
TRIMMMM
Chefe - Sim?
Silêncio
Chefe - Blábláblá
Eu - ...
Cinco minutos depois:
Eu - ...
Dez minutos depois:
Eu - ...
Eu - Quer saber? Depois falamos
Dez minutos depois, na minha sala:
Chefe - Tu viu uma fatura de pagamento?
Eu - Todas as faturas que recebo coloco na tua mesa.
Um minuto depois, na sala dele:
Eu - Escuta, tu não tem nem curiosidade de quando eu vou sair? Não que tu vá ficar com saudade, mas pelo menos para te organizar.
Chefe - ... e quando vai ser?
Eu - Dia 14 é meu último dia.
Chefe - Ok. Seria bom que outra pessoa já entrasse antes.
Eu - Pois é.

E assim deu-se a minha demissão. Tsc, tsc

(para ouvir ao som de emoções, do Rei)

11.10.07

nunca fui madrinha de nada. nem de casamento, nem de batismo, nem de bateria de escola de samba. não tive muitas amigas que casaram, tampouco que tiveram filhos – minhas duas irmãs já prometeram seus bebês uma para a outra: como sou impopular. e, apesar de a minha carreira de modelo, atriz, cantora e apresentadora ser um sucesso, ainda estou aberta a propostas de escolas de samba, blocos carnavalescos e grupos de axé.

nesta sexta-feira, no entanto, graças ao esperado enlace do márcio e da mariella, vou perder a virgindade como madrinha. vou subir no altar – provavelmente pela última vez na vida – e ver a cerimônia por outro ângulo, que me impedirá de fazer piadinhas em voz alta para disfarçar a emoção.

e é óbvio que será emocionante. porque vou me lembrar de vários momentos que vivi com os dois, primeiro um sem o outro, depois os dois juntos. vou lembrar do márcio discutindo de cuecas com o caseiro da casa na pinheira. também vou me recordar da mariella, cheia de pontos na barriga, me pedindo pra não fazê-la rir, poucas horas depois da cesariana que trouxe a elisa ao mundo, em canoas. e de tantos outros momentos que poderão me fazer chorar e arruinar a maquiagem!

parabéns, lella e márcio. que vocês sejam muito felizes e continuem sempre na minha vida.

sobe o som

parã, parãrãrã, parã, parãrãrã, rãrãrã...

ATUALIZAÇÃO - fiz a gentileza de ligar pra noiva no meio do casamento no civil hoje. como ela mesma disse, "não te conformaste em ser madrinha só no religioso, né, cla?" que vergonha.

vejo e não morro tudo

9.10.07

minha carteira de motorista vence em 48 horas - contando com o mês de tolerância, é claro. procrastinei o quanto pude, mas hoje, sem falta, vou numa auto-escola ler as letrinhas na parede.


não me dei conta que estava tão perto de expirar o prazo. é que isso só meu causou um problema dia desses, indo para são paulo. no aeroporto internacional salgado filho, a sorridente mocinha do check-in disse que eu não podia embarcar. motivo? minha carteira de motorista havia vencido há alguns dias. ainda tentei argumentar:

- mas o detran dá um mês de tolerância para usá-la.
- pois é, mas a anac não permite.
- ahn... moça... eu não pretendo pilotar o avião. só quero entrar dentro dele.
- infelizmente... seguinte!

tive que ligar às pressas pra minha mãe levar minha identidade toda descascada. e deu tempo de embarcar.

esse vencimento não me preocupou, porque nunca pensei que fosse enfrentar algum dissabor por causa dele. uma coisa que poucas vezes deixo vencer, no entanto, aparentemente não faz diferença nenhuma: a depilação da virilha.

são 30 reais, a cada 15 ou 20 dias, regados a muito sofrimento. esse texto, que fez meus amigos homens darem risada, tá bem certinho, é isso aí. mas um deles levantou a questão: "muito mais importante que a depilação bem-feita é a calcinha", no que foi seguido pela esmagadora maioria masculina.

e, ao contrário do que se possa pensar, não é uma calcinha de seda, rendada, com uma abertura na virilha. é uma prosaica calcinha "simples, de algodão, limpinha e simpática", MUZELL, Rodrigo.

impressionante. ainda há muito que se aprender sobre os homens nesta vida.

(im)paciências do cotidiano

4.10.07


interlocutor - tu fez faculdade na ufrgs? uma amiga minha também. se repente, vocês se conhecem.

eu queria - claro. a ufrgs só tem uns dez, onze mil alunos. im-pos-sí-vel não conhecer tua amiga.

e eu fiz - olha, que legal! de repente... como ela se chama? humm, não conheço.

---

interlocutor - eu gosto de ipanema. mas agora que o metrô chega lá, tá uma negrada.

eu queria - sim, hitler.

e eu fiz - hmm.

---

eu - onde tu andava?

interlocutor - acabei de cagar o risoto de ontem.

eu queria - o b r i g a d a

e eu fiz - o b r i g a d a (com esse não tem problema, é de casa. mas francamente.)
---
(nada a ver com o assunto, mas achei a charge ótema. está no site chistes comentados)

topicozinhos de ontem

3.10.07

- fui a última a entender o cd, o dvd, os telefones fixo e celular. não podia ser diferente no maravilhoso mundo da banda larga. mas até que me virei direitinho, viu, tio solon?


- fomos no show do black eyed peas (valeu, álvaro!). eu era a única barra 79 em um raio de 20 metros. maria paula comprou uma cerveja e o barman pediu desculpas por ter que colocar o conteúdo da long neck em um copo de plástico. mas tava muito divertido. fergalicious. destaque para o momento sweet child o'mine, com fergie de boné, imitando axl - vicente morreria. (aliás, momento mulherzinha: ela tá com um corpão, mesmo de leggin de lamê dourado. não nesta foto de bruno maestrini, do terra. mas em parte do show, tava.)

- rapazes: não, não se deve deixar claro pra uma mulher que estamos prospectando qual o seu objetivo. ela sabe. não precisa dizer com todas as letras. não sejam burros.

do job e das férias

1.10.07


trabalhei horrores nesta semana que passou e hoje estou curtindo uma merecida folga em casa, de pijama de ursinho.

parece que virou praxe reclamar do emprego, achar os chefes um saco, o trabalho um horror, os colegas umas malas. mas eu adoro o meu emprego. acho meu chefe um cara genial - creiam, ele JAMAIS lerá meu blog, portanto não me acusem de puxa-saquismo.

acho (a maioria) dos meus colegas bacanas. se tem uma coisa que dá pra reclamar, é do salário. mas aí é um problema generalizado do jornalismo.

taí. devo ser a única jornalista de porto alegre que vai trabalhar cantarolando de segunda a sexta. e em um reles domingo por mês.