literatura

1.5.07

ninguém me perguntou, mas li no blog da márcia (e olha a preguiça de lincar de novo, desculpaí, gente) uma corrente pra listar os cinco personagens da literatura que eu traçaria. esta corrente de mail é sensacional, dificilmente se repetirão os personagens, porque literatura, como a gente bem sabe, cada um imagina como quer.

como a márcia listou com maestria o povinho internacional, vou falar dos brasileiros, que, como todo mundo sabe, é o povo mais quente, que mais transa e que mais mente no mundo. Como eu leio muito, mas tenho memória de peixe dourado, listarei os 4 que me ocorrem.

1. Mandrake, de vários livros do Rubem Fonseca, como A Grande Arte. Detetive irônico, sexy, canalha e muito, muito inteligente. Meu tipo horrores.

2. Rodrigo Cambará, de O Tempo e o Vento, do Erico Veríssimo. Tanto o Capitão (sem a cara do Tarcísio Meira, thank you very much, globo) quanto o doutor, traçava certo. Os dois têm um jeito divertido e sem compromisso de encarar a vida, hedonistas (o doutor ainda carrega alguma culpa no coração, mas o capitão...) Sem contar que tenho uma tara por bombachas. Pronto, falei.

3. Vadinho, de Dona Flor e Seus Dois Maridos, do Jorge Amado. Eu já gostava dele antes de ser o José Wilker. Mas, quando ele virou o Edson Celulari, nossa, sem condições. Boêmio, jogador, seresteiro e galinha. Procura-se vivo ou morto.

4. Vasco, não o time, mas o primo da Clarissa, do Erico Veríssimo. Não queria repetir escritores, mas este entra por razões sentimentais. Além de ele ser idealista, forte, meio bicho-do-mato, passei a infância achando que o meu namorado teria esse nome. Pobre criança.

melhor piada já feita

28.4.07

Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago. Seus discípulos se ajoelharam à sua volta, e disse Jesus:
- João, beija a minha mão!
João levantou-se, aproximou-se de Jesus e beijou-lhe a mão.
- Tomé, beija o meu pé!
Tomé levantou-se, aproximou-se de Jesus e beijou-lhe o pé.
- Nicolau, por que te afastas?


expressões clássicas da escatologia

por anos, nenhum sentido na expressão 'queimar a bota'. até o ano passado.

'o que eu vou fazer com esta bota vermelha?', pensei eu, no inverno dois mil e seis. essas idas a novo hamburgo para comprar sapatos de ponta de estoque tem destas coisas, um bico fino amarelo-gema ou um salto alto de bolinhas se tornam compras excelentes (comprei os dois, juro).

a bota vermelha foi assim, e ficou guardada por um ano. um dia, minha superfashion amiga pauletti usava uma botinha marrom manchada, coisa mais bacana. e era customizada. 'minha amiga me ensinou, a gente rega com azeite e coloca no forno, fica assim'.

pô, sensacional. tenho azeite, tenho forno, tenho uma bota inútil que poderia ficar bonita manchada. minha mãe, incrédula, 'tem certeza? no forno?' não dei ouvidos, reguei a bota que nem um bacalhau, acendi o forno - bem baixinho -, enfiei a bota numa fôrma.

acho que cabe registrar aqui que não sou uma exímia cozinheira, por impaciência. acabo comendo arroz meio cru, massa al dente demais, molho ralo. mas desta vez, não. desta vez, a bota ia ficar perfeita, vou deixá-la um bom tempo no forno. (não posso acreditar que pensei nisso realmente)

dez minutos depois, vi o verdadeiro significado da expressão queimando a bota. ela derreteu, couro, salto, tudo grudou na forma, uma beleza.

mas o pior foi o cheiro. e aí tudo passou a fazer sentido.

Vote no rei

25.4.07


Depois de todo mundo, vi A Rainha no cinema neste fim-de-semana (bacaninha, hein?). Coincidentemente, um post do Menezes em seu blog (tá ali do ladinho, to com preguiça de lincar) lista dez coisas que ele faria se fosse rei (ok, ele só colocou quatro, mas já dá pra ter uma idéia).

Admito: acho a monarquia bacana. Uma das minhas maiores frustrações é que o plebiscito pela forma de governo aconteceu quando era uma fedelha e não podia votar – assim como as eleições de 1989, mas isso é outra história. Não faço idéia dos jingles do presidencialismo e do parlamentarismo, mas o verso “justiça e paz dentro da lei, vote no reeeeeei” nunca mais saiu da minha cabeça. Aliás, “votar no rei” é um contra-senso dos mais bizarros, mas isso não tem nada a ver com a história.

Qual o problema de termos monarquia no Brasil, afinal? Ok, teríamos que sustentar sanguessugas que nada fariam a não ser nos representar pelo mundo; mas isso, vamos combinar, já fazemos, e os atuais têm muito menos classe. Afora estes detalhes, teríamos mais celebridades para idolatrar e, com sorte, os orleans e bragança seriam muito mais levados da breca que os windsor: finalmente teríamos tablóides!

Enfim, levada por um louco desejo de poder, fiquei com vontade de listar também o que eu faria se fosse rainha. Entupida de banalidades, é claro, pra isso que servem as rainhas. Invente a sua.

1. Capital - Em Barretos, é claro. Mas Barretos deixaria de ser no interior de São Paulo e passaria a ser no Rio de Janeiro.

2. Conselheiro – Teria um excelente conselheiro real, disposto a me ouvir dia e noite sobre assuntos de suma importância (“vou de preto ou marrom?”), mas ele teria de ser taxativo nas respostas (“preto, é claro”), numa clara alusão ao movimento pelo fim do conselho “tu quem sabe”, isso não serve de nada.

3. Cabeleireiro 24 horas – Alguém para escovar, lavar, secar, chapar e enrolar meu cabelo. E fazer tudo de novo. Pode incluir no séquito a manicure, a massagista e outros prestadores de serviço.

4. Segurador de guarda-chuva real - Dispensa explicações nesta chuva de hoje.

5. Noite - Baixaria um decreto forçando que as festas começassem às 21h e se estendessem até a hora que eu quisesse ir embora, para que eu não perdesse nada. Ah, quer ficar mais? Cortem a cabeça!

Acho que por hora estas medidas estão de bom tamanho. Dispensados.

outros

24.4.07

sabe quando as pessoas dizem que fulano tem outro por dentro, não no sentido sexual,é claro, mas sim “ei, que atitude inesperada vinda de fulano”?

pois é, meu caso é mais esquisito: eu tenho outra por fora.

tem uma clarissa, a de dentro, que acha razoável aprender a nadar aos 27 anos, que pode sim ter cabelos compridos até os 40 (ou até os 80, e daí?), que pirulito é um lanche como outro qualquer.

e tem a clarissa de fora, que fica me cuidando. vez por outra (juro), posso ouvi-la rindo da minha cara e das minhas atitudes.

mas eu pego essa cretina no contrapé. tudo bem, não aprendi ainda a nadar, depois dos 35 pretendo mesm0 manter os cabelos mais curtos, to deixando pra chupar pirulito em casa. mas hoje sacaneei: fui para o trabalho ouvindo hips don’t lie, da shakira. mas, pra ela não escutar, com os vidros do carro bem fechadinhos.

paixão

23.4.07

a verdade é que os sinais já estavam ali, eu que não tinha percebido. primeiro, era apenas um amigo, a quem eu podia recorrer quando tinha alguma dificuldade. sempre de braços abertos, ouvia pacientemente as minhas dúvidas e, milagrosamente, tinha resposta pra tudo. quando não tinha, me indicava algum caminho a seguir.

quando eu menos esperava, este sentimento foi crescendo, porque ele foi me oferecendo mais e mais de si. as conversas foram ficando mais freqüentes, por e-mail, no bate-papo instantâneo, em rodas de amigos. quando vi, até pelo celular mantínhamos contato, ele sempre disponível, maravilhoso.

é isso. me apaixonei, não sei mais viver sem ele. google, te amo.

Análise aprofundada do aquecimento global

20.4.07


minha filósofa preferida, wanessa camargo, autora da antológica frase “a fila anda”, nos brindou com mais uma pérola do saber. ela comentou com jornalistas que o aquecimento global a está preocupando: dia destes, ela usou uma minissaia em são paulo, ora, onde já se viu, uma terra costumeiramente fria para quem está acostumado ao rio. pobre wanessinha.

não há como negar, o aquecimento global é uma falta de respeito com as pessoas. em pleno meio de abril, um gaúcho, veja bem, não um qualquer, um cidadão de bem, que paga seus impostos e mantém a cidade limpa não pode usar uma calça jeans e mangas compridas sem derreter como uma calota polar. a saída é requentar as roupas de verão, saias, blusinhas, calças curtas.

só que a corzinha que foi adquirida nas areias de ibiraquera nas férias de janeiro já foi pro espaço. dá pra dividir o corpo em off-white (branco normal) e white (brancura padrão omo). quando a única saída parecia ser fritar em uma cama de bronzeamento artificial, eis que surge nas prateleiras da farmácia o melhor dois-em-um desde o rádio com toca-fita: dove summer tone, o hidratante que bronzeia. por apenas 15 reais, pele macia, cheirosa, levemente melequenta, mas bronzeada sutilmente.

a aplicação é um tédio. diferente do hidratante, não dá pra passar a bangu, correndo-se o risco de fazer o estilo zebra. demoooooora a secar. na embalagem, fala em alguns minutos. pra mim, alguns minutos sem fazer absolutamente nada, parada em pé na frente do ventilador, podem ser no máximo dois minutos. mas acho que não baixa de 20. usei só duas vezes até agora, eles prometem resultados em cinco dias ou seu dinheiro de volta (a propósito, alguém aí usou esse expediente com algum produto?). no entanto, já dá pra notar que o branco-posso-ver-minhas-veias diminuiu. por enquanto, to recomendando. mas, se ficar terracota, como é que eu tiro isso?

numa folha qualquer...

15.4.07


não é do meu feitio chorar em casamentos (uma exceção feita ao enlace da laura e do fabiano, mas aí os votos é que me nocautearam. sentimento, hein, gente). mas ontem, no casamento do rivo e da fabi, não deu pra segurar. tocar "aquarela" instrumental na igreja é pra pisotear a clarissa.

"aquarela" é a música que mais me faz chorar na vida. só de escrever, meus olhos se enchem de lágrimas. não faço a MENOR idéia da razão de isto acontecer. a música é fofinha, era para lembrar a faber-castell, os lápis de cor e fim de papo.

mas não. basta começar os primeiros acordes para a reação começar. o olho enche d'água, eu tento olhar pra cima pra ver se as lágrimas entram de volta e não me arruinem a maquiagem. não funciona. antes do "descolorirá", já estou em pranto solto. constrangedor.

Nada mais que um condomínio

4.4.07

Uma cidade nada mais é que um grande condomínio mesmo. E o prefeito, o síndico.

Vai dizer que não:

Bermudas e sandálias
O prefeito José Fogaça sanciona hoje a lei que permite a utilização de bermudas, até os joelhos, e sandálias fechadas, para os motoristas de táxi e lotação da Capital. Os condutores de ônibus já eram beneficiados com essa prerrogativa. A solenidade será às 14h45min, no Paço Municipal (Praça Montevidéu, 10). (ZH)

putz

3.4.07

o guns não vem mais.

devia ter ido no show do chico...

momento enxaqueca

29.3.07


pode ser que eu morda a língua.

mas tudo conspira para que eu não simpatize com o show do chico buarque.

não sou uma superfã: não sei as músicas de cor, não quero transar com ele (se bem que ia ser uma boa história pra contar, hein, hein?); pior que isso, eu odeio os superfãs, que vão cantar bem alto e de olhos fechados, padrão "como se não houvesse amã-nhã".


é no sesi, ou seja, vai ser um saco de entrar, um saco de estacionar, um saco de sair.

hoje, a gota d'água: ouvi dizer que ele foi frio e seco no show, decepcionando as fãs que ficaram quatro, cinco horas na fila pra comprar o ingresso. porque as superfãs, estas não se decepcionam - acham que ele é assim mesmo, tímido. tá, pode ser. mas então não faz show.


o que pega é que o cara é mito. tem letras absurdamente fantásticas (que na minha pobrezinha opinião são melhor cantadas por vários outros intérpretes). só por isso vale enfrentar os obstáculos. e, cá entre nós, vá que ele morra.


mas (fazendo beiço) aposto que ele não vai cantar as que eu gosto...

Yo soy un hombre sincero...

27.3.07




quais são as chances de um boliviano vestido a caráter adentrar o T-7 às 10h30 da manhã? e, contra todas as probabilidades, começar a tocar no violão não carnavalito, mas a cubanita guantanamera?

e o que a estatística diz de, neste momento, o celular de um passageiro, cidadão honesto e pagador de seus impostos, tocar?

e o que dizer da hipótese de este telefonema encerrar uma proposta de trabalho?

como explicar pro possível empregador que tu não está fazendo um bico na rua da praia tocando uma flauta de bambu, mas sim dentro de um pacato ônibus, enquanto rola uma guantanamera furiosa ao fundo?

não aconteceu comigo, infelizmente.

mas a história é verídica e, disparado, a coisa mais engraçada que ouvi hoje.

mestre, mestre, mestre

26.3.07

desnaturada

24.3.07



sou uma mãe moderna. acabo de dar um pedaço de lingüiça calabresa pra preta para compensar minha falta de atenção hoje.

será que vou ter de levá-la ao psicólogo?

bem cuidado, tia

23.3.07


apesar de ter fama de rude com os manobristas, por alguma razão os flanelinhas que trabalham nas ruas onde estaciono têm uma empatia natural comigo.

quando trabalhava no palácio Piratini, deixava o carro na duque. primeiro, numa garagem com brita, que odeio. aí, vi que tinha um tiozinho de barba zz top que cuidava da rua. eu chegava às 8h e lá tava ele, saía às 20h (quem disse que ccs não trabalham?) e ele seguia, firme.

pensei em deixar o carro ali e fui negociar, já que a garagem custava 100 pilas por mês. ele deixou, ficou por 2 pilas o dia depois de muito regatear, mas com uma ressalva: freio de mão solto. "tudo bem", se era pra gastar 80 a menos, até amasso a placa…

só que o cara era flor de criatura; nunca rolou um arranhãozinho. comecei a deixar a chave com ele, pra lavar. ele lavava, manobrava, até costurou o banco do fiesta, que tava furado. quase um marido. quando saí do piratini, até abraço eu dei nele. que cena.

estive livre dos flanelinhas até hoje, quando voltei a usar ruas que têm dono pra estacionar. na frente do novo emprego tem um flanelinha superatuante, em dois dias já me contou que tá cheio de mulher que estaciona mal por ali e que eu tenho que chegar 15 minutos antes pra conseguir vaga. ele também é de uma ingenuidade emocionante. comentou, enquanto eu procurava moedas no fundo da bolsa:

- um senhor que mora aqui deixava o carro dia e noite aqui na rua. mas, depois que o carro dele alagou, ele finalmente ABRIU A MÃO e decidiu pagar uma garagem. aqui nessa rua não dá pra deixar.

será que ele ganha salário fixo? certamente, não recebe por produção.

peixota part-time

22.3.07


fui obrigada por meu (ex) cunhado e por meu namorado a me inscrever em um concurso. meu cunhado me trouxe livros, meu namorado insistia que eu estudasse. não abri nenhum dos calhamaços de teoria da comunicação, da assessoria de imprensa, do jornalismo. deixei todos empilhados em cima do meu dvd e fui reler um apanhado de crônicas do Nelson Rodrigues.

num sabadão de sol, rolou o concurso. não estava a fim de ir. meu namorado implorou que eu fosse, me deu carona e disse que me buscaria. concordei, puxa vida, diante de tanta insistência não tive como negar.

a prova começava às duas. cheguei 5 pras duas, achando que não dava mais. mas dava. subi.

- qual o tempo da prova?
- quatro horas, disse o fiscal
- não, o tempo mínimo.
- não tem tempo mínimo, garantiu, para meu alívio.

na sala, vi pessoas com quem já trabalhei, outras que já conhecia e muita gente cheia de polígrafos, debatendo a matéria.

respondi as questões. 40 delas. e saí quinze para as três da sala.

dois dias depois, o gabarito. puxa, errei só cinco. mas como a prova era muito baba, todo mundo deve ter gabaritado, pensei.

hoje, me liga o (ex) cunhadão:
- viu que tu ficou em primeiro no concurso?
- fiquei?
- em primeiro, empatada com uma guria.
- fiquei?
- agora só tem de levar os títulos lá.
- mas eu não tenho nenhum título.
- de repente, a outra guria não tem nada.

ledo ivo engano. ela tem sim. TRÊS faculdades. nada mau.

mas vamos combinar, eu não tava merecendo.

só que a primeira foi embora. e fui chamada pra assumir.

viro peixota part-time a partir de amanhã. mas to achando que não vai ser fácil...

mau-humor

20.3.07

tomem isso:
e mais isso:

festa da melancia só em 2008


ontem, acordando e vendo o programa da ana maria braga, descobri que era dia de são josé, presumo que o mesmo são josé pai de jesus. pois bem.

lá pelas tantas, aparece uma matéria com uma senhora que credita o fato de ter um marido, dois filhos, casa, carro, emprego a uma prosaica promessa. lista-se o nome de todas as frutas que se conhece numa folha. depois, basta recortar os papeizinhos com os nomes, dobrar e fazer um sorteio, com a graça em mente. a partir daí, o resto é fácil: basta ficar um ano sem comer a fruta sorteada, tampouco variações como caldas, chicletes, sorvetes daquele sabor.

óbvio que eu fiz. e deu melancia. hohlfeldt, nem me convide.

mexidas

17.3.07

tem umas três comidas que a minha mãe sabe fazer bem com b maiúsculo. o resto, fica meia boca, não adianta (e esse é o meu futuro, ao que parece).

ovos mexidos, por exemplo. uma coisa que parece tão simples, ela fazia e eu achava horrível. passei 13 anos da minha vida com a plena certeza de que odiava ovos mexidos.

até que um dia, a nossa turma do colégio foi passar o fim de semana no sítio de um colega, o francisco, em são francisco de paula. quando a mãe dele trouxe ovos mexidos pra mesa do jantar, tremi. mas, depois que eu comi, nossa, aquilo ali que era ovo mexido? uma delícia, que nem todo aquele fim de semana lá atrás, no primeiro grau.

naquele mesmo ano, o chico foi meu "cabo eleitoral" em uma eleição para "prefeito" na sala de aula. nossa plataforma eleitoral eram casas populares feitas de sabão. mesmo assim, a gente ganhou. ele sempre era líder e eu, a vice. brigávamos e fazíamos as pazes todos os dias. aí, ele se mudou pra serra e perdemos o contato.

to pensando nessas coisas desde que soube que o chico sofreu um acidente horroroso de carro. hoje, recebi um mail contando que ele morreu ontem, depois de ficar algumas semanas em coma. não falava com ele há mais de dez anos. mas, mesmo assim, senti muito, muito mesmo.

ficam as lembranças, que não são poucas.

drogas copifan, donde mas barato dan

15.3.07


sou colorada desde criancinha - literalmente, uma de minhas fotos mais antigas mostra um bebê johnson com a faixa de inter tricampeão na cabeça.

já fui de ir no estádio em (quase) todos os jogos, na década de 90. hoje vejo mais pela tevê, ouço no rádio, acompanho na internet, a verdade é que estou um pouco mais alheia ao coloradismo, mesmo com a campanha do ano passado.

só que eu nunca vou poder deixar de torcer pelo inter. por um problema pessoal mesmo. é que os três "homens da minha vida" - meu pai, meu namorado e meu chefe - são colorados doentes. quando o inter faz uma merda como a última, contra o vélez sársfield, tomando três gols, acaba a paz no meu mundinho. em casa, no trabalho e na rua, o mau humor vira uma constante.

pelo menos, o grêmio fez sua parte hoje, perdendo pro... pro... pro quem, mesmo?

amanhã, vai ser um dia melhor.

sem tempo, sem mais

14.3.07

... and counting

13.3.07


essa mesma foto aí foi capa dos meus cadernos durante boa parte da década de 90 - nossa geração é a aurora precursora da customização. e ainda falam mal de colégio de freira.

enfim, a capa do meu caderno vai fazer show daqui nove terças-feiras no gigantinho, em porto alegre. ok, ele vai estar mais pançudinho; já deve ter aposentado a meia soquete dentro da bermuda. mas ainda é o cara, não adianta.

também no gigantinho, há alguns anos, vi (meio de longe) outra capa de caderno, o anthony kiedis. ele também não era mais o mesmo - parecia mais o iggy pop. mas valeu cada minuto.

ok, não sou uma superfã de guns até hoje como alguns por aí (né, vicente?). mas ainda tenho a minha bandana e quero estar lá pra ligar a luzinha do celular quando tocar patience.

e aí só vai faltar o bon jovi.

véia faceira barbaridade

12.3.07


uma década depois, vejo que foi incrível eu ter sobrevivido ao ano da minha entrada na fabico. crianças, ainda vendia-se cerveja no bar da faculdade, já pensaram? como se manter dentro da sala de aula? e, uma vez lá dentro, como manter um mínimo de dignidade?

a mesa de sinuca, com as seis caçapas cheias de caídas, era o centro das atenções, não tinha truco, nem nada destas modernidades. no toca-disco (ok, já existia cd, mas na fabico não), algum elepê do pink floyd ou the doors. no pátio, gurias de saias indianas e faixas nos cabelos sentadas na grama queimando um. eram os anos 70 no final da década de 90, baby, e eu estava lá. aproveitei tudo o que pude.

quem reclama da fabico não sabe brincar.

mas os anos foram passando, a cerveja sumiu do bar (aliás, o BAR sumiu), as ripongas cresceram, a mesa de sinuca ficou obsoleta e quase foi rifada a um real dia desses. a gente começa a virar mocinha, namora, trabalha, se forma, mantém a mesma turma, hoje repleta de casais pacíficos.

só que houve as férias de janeiro. quando eu lembrei que ficar com a gurizada sem fazer nada, enchendo a cara, falando bobagem é muito afudê. mais do que férias, me senti voltando no tempo em que não dava nada fazer isso.

e o que aconteceu foi que, dez anos depois das locas noches del verano (e outono, inverno e primavera) de 1997, virei uma véia faceira. tanto que hoje é segunda-feira e to indo no opinião ver um show do tim maia racional cover. shame on me.

Update essa juventude não tem respeito pelos mais velhos? como é que me faz um show em plena segunda-feira depois da meia-noite? terça-feira é dia de trabalho, tra-ba-lho. tão pensando o quê? tive que sair antes, não vi nada. conto com o ricardo pra me contar tudo. shame on me.

a coisa que eu mais gosto na vida são piadas infames

sou uma rapidinha

11.3.07


um dia, e lá se vão 13, 14 anos, menti pro meu pai que ia passar o dia com a minha irmã menor no grêmio náutico união e fui ficar com um guri meio mau elemento lá no colégio rosário.

deixei-a com dez anos absolutamente sozinha nas piscinas e me fui protásio alves afora de ônibus até a barros cassal. lá, subi a rua de cabeça baixa, andando rápido, para não ser vista.

chegando no rosário, tudo se deu como deveria, voltei pro união, peguei minha irmã e viemos pra casa.

só que, em vez de ficar quieta e agir naturalmente, fiquei no portão de casa esperando meu pai chegar por uma hora. é que eu precisava saber se ele tinha me visto. desde pequena sou assim, não consigo esperar pela mijada: me atiro em cima dela. ele chegou e a primeira coisa que perguntei foi: tu passou perto do rosário hoje, pai?

isso nunca mudou. tem um cara que trabalha comigo, que naturalmente não me conhece direito, mas diz sempre um troço do tipo tudo-a-ver: que eu tenho ejaculação precoce. (pronto, agora tudo que é impotente vai cair nesse blog numa pesquisa no google)

mas é verdade. sou muito ansiosa, me atiro nas coisas e quero tudo para ontem. anteontem, se possível. se eu gosto de um lanche, como todo dia; se vou num bar que curti, quero de novo, de novo, de novo. me meto onde não sou chamada no afã de resolver problemas que nem são meus.

não teria lá grandes problemas ser assim. só que o que acontece é que logo encho o saco do que parecia ser a coisa mais afudê do mundo desde a invenção da bala-chiclé. e aí começa tudo de novo.

tudo isso porque não tem mais nada para eu comer de tarde no trabalho. foram alguns dias que levei sanduíche de pão de soja - não posso mais olhar. toddynho light, ugh. além de eu ter enjoado, um lote veio azedo, traumatizei. chá verde tá foda, to começando a enjoar. comprei uns biscoitos de arroz por indicação, vamos ver quanto tempo vai durar este gostinho bom.

tem gente que chora; e tem gente que vende lenço*

estou desde janeiro envolvida em três trabalho completamente diferentes - além do jornal do comércio, evidentemente. tudo para garantir a subsistência de uma forma mais ou menos digna. vou omitir os nomes dos lugares só por frescura, me dêem este direito.

o primeiro é um relatório anual de uma grande empresa.

o segundo é um guia de gastronomia de uma revista semanal nacional de grande circulação.

o terceiro é uma coluna social para executivos de uma revista mensal de circulação regional.

como vem tudo ao mesmo tempo agora, tenho que usar todo o tempo livre que tenho pra trabalhar neles ao mesmo tempo. (tempo, tempo, tempo, três vezes na mesma frase. sem condições de resolver isso agora)

vez ou outra, escrevendo que os quitutes são inspirados nas antigas receitas da avó da proprietária da confeitaria, toca o telefone e é a entrevista com o executivo, que eu tinha marcado. pára tudo, vamos criar um link da vida dele com os seus planos para a carreira. nesse ínterim, chega um mail pedindo a revisão de uma parte do balanço, com todos os seus ebitda, receita líquida, lucro bruto.

e lá se vai a manhã que começou às 8h. toca pro JC pra trabalhar até 21h30.

chegando em casa, começa de novo: receita de pudim de leite, análise de balanço social, por que diabos os caras da assessoria de imprensa não mandaram a foto do entrevistado da coluna???

só escrevi isso tudo pra pedir: por favor, parem de perguntar se eu estou ficando rica. vocês conhecem algum rico que trabalha?

* este título é o nome de um livro que vi um tiozinho comprar hoje na livraria cultura. achei géeeeenio.

i give up

9.3.07

depois de passear pelo site do adão iturrusgarai, não vou mais tentar ser engraçadinha nesta vida, correndo o risco de ter um sorriso amarelo como resposta. toda vez que me der uma vontade incontrolável de ser espirituosa, é fácil: vou postar uma tirinha.




ou do fernando gonsales



ou quem sabe do laerte (que perca, hein, seu zero hora?)

estagiários, este seres maravilhosos

7.3.07

já que estou contando as bizarras histórias de trabalho que já vi, vou entrar no capítulo estagiários. Morro de saudade de ter estagiários diretos, já trabalhei com gente maravilhosa, como a camila, a carol, o carlos, o orestes, o juvenal, e tantos outros que não vou citar mais porque vou acabar esquecendo.

Mas as histórias de alguns são incríveis.

Lembro de uma que tinha um namorado com o qual ela brigava todo dia. Inclusive por telefone, no trabalho. Mas a própria se encarregava de contar quando não era explícito.

Um dia, o namorado levou a menina pra jantar. Só que, depois de comer, ela se sentiu mal e vomitou horrores. E ele brigou com ela, com uma lógica irrefutável: “gastei uma fortuna nesse jantar pra tu vomitar tudo!!!”

Outro realmente não sabia nada da vida. Ok, estagiário é pra aprender, mas eu achava muito gozado (ops) ele escrever numa folha antes de telefonar: “alô, meu nome é fulano, eu sou de tal lugar, queria saber se vocês receberam o release tal”.

Um dia, pedi pra ele puxar uma ligação do telefone da minha colega, porque eu estava no outro telefone.

eu disse:
- é só apertar o 8.
e ele realmente só apertou o 8.
e eu:
- não, tem que tirar do gancho e apertar o 8.

ele tirou do gancho, apertou o 8 e COLOCOU DE VOLTA NO GANCHO, desligando na cara do outro. Pobrezinho.

tiro de metas

6.3.07

a mariella me passou e aí vão:

5 coisas que eu quero fazer antes de morrer
- ser maratonista (jura!)
- aprender dança de salão (depois dos 50)
- ter um (a) afilhado (a)
- ter dinheiro suficiente pra não me estressar
- e, imeadiatamente antes (de morrer), tomar uma injeção de morfina

5 coisas que eu faço bem
- piada
- pão com alho
- caipirinha
- esquecer
- chorar

5 coisas que eu mais digo
- rasgar as vestes
- saiu correndo, nu (ops, acho que temos aí uma obsessão)
- canalha
- por favor, massagem, massagem
- pronto, falei

5 coisas que eu não faço (ou não gosto de fazer)
- exercício
- brigar
- dormir antes de sair pro trabalho
- ir no cinema muito tarde da noite (pronto, falei)
- acordar de bom humor

5 coisas que me encantam
- hum... gente engraçada
- beijo no pescoço
- a preta (óum)
- sutileza (deve ser porque eu não tenho nenhuma)
- confraria

5 coisas que eu odeio
- mexer no olho (colírio, beijo, dedo, olho não é pra encostar)
- acabar o xampu, o leite gelado, o papel higiênico na hora que preciso
- refri de uva, chiclete de canela, azeitona, pepino em conserva
- querer ir embora e estar de carona
- querer ficar e estar de carona

lella, perdão, mas não vou passar adiante, porque acho que os blogs de todas as pessoas que eu conheço já têm isso. no entanto, aceito as sanções cabíveis, como azar eterno, nunca mais ter sexo ou morrer dentro de doze horas.

A pior chefe

5.3.07


Por alguma razão obscura, me colocam a chefiar gente desde o meu primeiro emprego de jornalista (antes, fui vendedora numa loja. Pronto, falei). Deste primeiro flerte com o poder (cruzes), aos 21/22 anos, ficaram duas memórias nada lisonjeiras.

A primeira vem de uma ex-repórter que chefiei em O Sul. Ela foi pro Jornal do Comércio, onde trabalho hoje, feliz da vida por ter se livrado de mim. Um belo dia, quando ela soube que eu ia chefiá-la novamente, entrou em desespero. Triste.

A segunda vem de uma hoje grande amiga, a Carla. Ela lembra até hoje de quando fui chefe dela. Disse que eu fiquei no pé até ela fechar uma matéria. Quando vi que não ia mais dar tempo, mandei ela fechar o arquivo e disse que eu mesma ia terminá-lo. Ela conta que ficou furiosa. Mais triste.

Já no Terra, onde também fui déspota (porém, esclarecida), outros dois episódios lamentáveis se sucederam.

Um dia, devo ter infernizado tanto o redator, que ele saiu para o lanche e nunca mais voltou. Deixa eu dizer isso de novo: ele saiu para o intervalo de uma hora e não voltou mais. Só dois dias depois, pra acertar as contas.

De outra feita, um redator se demitiu e foi reclamar de mim no Recursos Humanos. Que horror.

No Jornal do Comércio, ainda não aconteceu nada deste tipo. Mas mandei um mail coletivo forçando os repórteres a lerem (e comentarem) no meu blog. Vão querer pagar pra ver?

exercício (de lógica)

Cada vez que almoço pizza ou comida chinesa na frente do computador, com o telefone na orelha - e isso acontece três vezes por semana -, lembro do meu professor de educação física do 3º ano, o Raul. Num dos últimos dias de aula, ele teve uma conversa com a gurizada, para dizer que, agora que iríamos deixar o colégio, a maioria de nós nunca mais faria qualquer exercício físico.

Como é que eu fui deixar o cara ter razão? Me matriculei três vezes em academias diferentes, na yoga, no vôlei e comprei uma esteira. Fiz o Ricardo fazer o frete de uma bicicleta ergométrica, excelente cabide. Mas cada vez que subo dois lances de escada, chego resfolegante ao topo.

Estou muito junkie. Na sexta-feira, vazio, ovelha e litros (e isso não é uma figura de linguagem) de cerveja. Sábado, champanhe com queijos (à tarde), cerveja e churrasco de novo. Domingo, passei a gelatina pra chegar com condições de jogo na festinha da zizou, com cachorrinho e litros (de novo, não é figura de linguagem) de cerveja.

Fiz um teste da Veja, que me disse que morrerei aos 49 anos, do jeito que as coisas vão. Aí, me caiu a ficha: se vou morrer tão jovem, como é que vou perder tempo fazendo exercício?

tchã!

4.3.07


o que é o que é que só se faz sentadinha no banheiro e de preferência de luz apagada? ah, mentes sujinhas, perderiam pontos em uma hipotética (e improvável) trívia sobre etiqueta. é palitar os dentes, em LEÃO, Danuza. Na Sala com Danuza.

odeio palitar os dentes. mas também odeio fio dental, ele desmancha no meio dos dentes e, além da carne, fica um fiapo impossível de ser removido. descobri há pouco, por intermédio do meu namorado, as incríveis e revolucionárias escovas interdentais.

achei que vocês deveriam saber o que eu tava fazendo esse tempo todo, ora bolas. só dei uma saidinha pra escovar os dentes.

eu voltei, agora pra ficar

assim espero, ao menos.
antes de ser acusada de preguiça plus - não é possível que uma pessoa NÃO consiga postar NADA em meses -, estive ocupada. ocupadíssima.
agora, melhorou afú. mas é óbvio que agora ninguém mais lê isso. damn.

da falta de sorte

9.6.06

acho que já comentei aqui que eu fico francamente surpresa e irritada por não ganhar na loteria ou ser sorteada no concurso da copa que o faustão está promovendo. puxa vida, tanta gente ganha, não é possível que eu NUNCA vá ganhar nada grátis.

ok, nunca é exagero. uma vez, ganhei uma camiseta num bingo num ônibus de excursão para ijuí. e já ganhei um prêmio do Xou da Xuxa - mas este não vale, não foi sorteio, foi mérito. ganhavam as crianças que tivessem as melhores notas e, antes de me tornar a burra véia aqui, eu era uma pequena promissora. e deu.

achei que o bolão da copa era a minha grande chance. mas não, a polônia não marca gols e a costa rica marca demais.

sei que ainda falta muito para o fim da copa, o bolão pode virar até lá. mas no momento, estou concentrando todas as minhas energias positivas para que a varig continue viva. longe de mim um gauchismo incontrolável que ache que uma empresa deficitária mereça sobreviver só porque é do pago. é que estou a seis dias das minhas férias, que prevêem o embarque num vôo da varig rumo ao rio de janeiro.

portanto, pensamento positivo. pelo menos desta vez, tenho que ganhar algo.

esquisitices 2

7.6.06

alice é uma das crianças mais meigas que já vi. ela está naquela idade, entre 2 e 4 anos, na qual a criança se torna um serzinho encantador e surpreendente, cheio de perguntas sobre tudo e de curiosidade.
no domingo passado, alice apareceu lá em casa de surpresa. ela é afilhada da chica, mulher do meu primo fernando, e ambos apareceram para dar parabéns à minha irmã que estava de aniversário.
eu estava jogando poquer com meu pai, minha tia e o ricardo. ela ficou encantada pelas fichas, sentou no meu colo sem cerimônia e começou a fazer uma bagunça danada. não fiquei braba, achei até fofo, o que muito me surpreendeu. a primeira vez que falei com a minha irmão menor na rua foi quando ela tinha uns quatro anos, porque antes eu tinha vergonha que os outros me achassem maluca, como se eu conversasse com um cachorro ou um outro ser qualquer que não entenda.
pois bem, creditei o fato de ficar encantada com a pequena ao fenômeno que o filipe chama de útero palpitante - nome auto-explicativo. algumas amigas já têm bebês, e já não tenho mais 20 anos, o que me torna uma parideira em potencial.
já me empolgava em aderir ao baby boom 2008, quando alice, tão linda e fofa, se vira para mim, sorrindo. fiquei em pé com ela ainda no colo, mas com os braços esticados, deixando a menininha fora do meu alcance e choraminguei: "manhêeee, o nariz da alice tá escorrendo em miiiiiim!!!!"

esquisitices

7.5.06

sempre me cria uma bolinha na boca (por dentro) quando como pipoca. e várias bolinhas na língua quando como qualquer coisa industrializada de canela - bala ou chiclete, por exemplo. canela em pó não dá nada. um pacote de pipoca de microondas com manteiga deixou meu lábio do tamanho do beiço do cacique raoni um dia, no trabalho.

ainda não achei um irmão na doença da pipoca. mas da canela sim, um colega de trabalho. nascem as mesmas bolinhas na língua.

um outro colega me contou um dia que tem uma reação muito esquisita quando ouve uma pessoa rouca falar: correm lágrimas copiosas de seus olhos. foi incrível ele ter contado isso, porque desde pequena quando ouço não um rouco, mas um fanho falar, me acontece o mesmo. só de escrever isso, começa a encher o olho d'água.

tenho nojo de bolinha de papel. quanto mais amassada, pior. me dá ânsia de vômito, aquelas folhas de caderno amassadas, amassadas até formarem uma bolinha bem redondinha, argh.

e, só para concluir: tenho medo de ir em banheiro coletivo e abrir a tampa do vaso. tenho certeza absoluta de que um dia vai ter um feto lá dentro.

madrugadão

26.4.06

vi uma propaganda da Aldeia SOS ontem de madrugada na tv. apareciam funcionários de diversas áreas cuidando de crianças. eis que, pelas tantas, vejo uma cara familiar, de jaleco e com todo jeito de fisioterapeuta, sorrindo e cuidando de um gurizinho.

a guria foi minha contemporânea no colégio. nunca fomos amigas nem colegas, mas tínhamos amigas em comum. na primeira semana de aula do 1º ano, fui surpreendida com a notícia de que ela queria me dar uma surra. tudo por causa de um cara que tinha ficado no dezembro anterior. ela era - e ainda deve ser - um toquinho de gente, mas deus sabe que sou uma banana, nunca na vida teria chance num embate. tentei argumentar que não sabia que ela gostava dele e talz. o argumento ganhou alguma consistência e escapei de levar uns sopapos gratuitos. aliás, como as gurias do santa inês gostavam de brigar de soco, coisa séria.

já se vão uns doze anos dessa história. nunca mais tinha visto a guria até a madrugada de ontem.

escolha a moral da história:

- publicitários aproximam pessoas

- adolescentes cruéis viram boas pessoas; bananas prosseguem bananas

- preciso tomar um remédio para dormir

"te ligo"

12.4.06

liguei ontem pro terra em busca do telefone da pizzaria vênus. atendeu a carol, uma amiga querida que fiz por lá. me senti o último dos humanos por nunca mais ter tido tempo de ligar pra ela, colocar a conversa em dia.

tem tanta gente que gosto e não consigo ver com a freqüência que eu gostaria. ficamos todos no "te ligo", "temos que combinar", "me manda um scrap no orkut".

o pior do mau humor

11.4.06

domingo - de forma improvável, abel braga conquista mais um vice-campeonato para sua coleção; a veja não vem; não há janta, ou pão para um café.


segunda-feira - é segunda-feira; o feriadãozão que seria de quinta a domingo, vira de sexta a domingo. e olhe lá - há chances de trabalhar domingo; último dia para pagar o ipva, entro no banrisul às 15h30 e há 100 pessoas para um caixa. desisto e opto pela multa, que não poderia ser muito grande, é apenas um dia de atraso.


terça-feira - o ipva ficou DUZENTOS REAIS mais caro por conta de um dia de atraso. espero que por hoje fique nisso.

da compensação

9.4.06

já que era para este domingo ser assim, eu podia pelo menos ter ganho na mega-sena, pô. mas nem isso. por que será que o mal sempre vence?

preferencial é um lugar que não existe*

8.4.06

o motorista de um fiat uno resolveu conhecer cada metro da avenida ipiranga, na pista central, a 50km por hora. sexta-feira, 13h30min.


dezenas de sinais de luz, buzinadas e aceleradas atrás dele, eis que consigo ultrapassá-lo - meu carro é 1.0, note-se. não contente, paro ao lado dele para fazer uma cara de que-absurdo-o-senhor-não-tem-vergonha-de-passear-desta-forma-e-não-dar-passagem-a-alguém-que-precisa-trabalhar, ou simplesmente "tomou, papudo?". só que a minha cara derreteu, porque o cara estava fardado de brigadiano.

me lembrei imediatamente do domingo passado quando um bm atravessava a nilópolis na faixa de segurança em frente à praça §, antes conhecida como encol. um pobre coitado não parou para sua majestade o brigadiano atravessar no meio do movimento intenso. teve a placa anotada e certamente levará uma bela multa.

sem escolha, abri a janela do carona, um sorriso colgate e um pedido de desculpas. aparentemente, funcionou, ele sorriu de volta e fez um aceno benevolente com a cabeça.

desonra, humilhação, mas sem retaliações. lição do dia: não formem um grupo terrorista comigo, é pouco provável que eu suporte qualquer tortura sem entregá-los todos.



*homenagem singela ao trânsito da capital de todos os gaúchos. porto alegre é demais!

coelhos

4.4.06

não tinha nenhuma foto da minha estola de coelho (legítima!) no aniversário-de-gala-surpresa da maíra. então, peguei a estola de dentro da fronha da qual ela saiu umas duas vezes nos últimos dez anos. espichei o bicho em cima da cama, peguei a câmera (do ricardo, graças a deus meu namorado não lê meu blog) e fui fotografá-la para postar para os meus 3,5 leitores.

nisso, alguém me chamou para algo na sala ou na cozinha. foi o que bastou para perder a câmera para todo o sempre. faz meia hora que estou procurando a maldita máquina de fotografia.
não me surpreende. isso me acontece todo o tempo. lembro de estar na quarta série e precisar de uma caneta. comprei e cinco minutos depois, perdi. procurei a caneta por tudo, desisti e comprei outra no mesmo lugar. uma hora depois encontrei a primeira atrás da orelha, juro. vivo perdendo as coisas, os ônibus, a paciência.

enfim, é uma linda estola. quentinha, macia, felpuda, que ganhei de uma pessoa muito querida (não, não é ex. não posso contar quem foi, porque a filha dela me espancaria). minha idéia inicial com este post era perguntar se é extremamente antiecológico usar uma estola de pele de coelho. ok, o bichinho perdeu a vida para esquentar meus ombros em um dia nos últimos 26 anos. no entanto, a expectativa de vida de um coelho é de no máximo 5 anos e a estola já tem bem mais idade. prefiro pensar nela como uma homenagem póstuma.

pô, eu nunca comi carne de coelho, nem de bicho esquisito de espécie alguma, nunca tive pássaros na gaiola (os periquitos eram da minha mãe) e depois que eu vi procurando nemo tenho pena até dos peixes que moram no aquário aqui de casa. eu sou uma boa pessoa, juro.

coisas que só fui descobrir depois que todo mundo já sabia

31.3.06

1. o diogo vilela é gay
2. cachorros têm dedos separados e não uma pata inteiriça
3. moscada é o nome da noz e não um elogio a ela

do noticioso

estava louca para comentar algo sobre o astronauta brasileiro (aliás, esta expressão me faz lembrar o bento carneiro, o vampiro brasileiro, do chico anysio). não consigo entender como um cara que, em tese, teria de ser um gênio, pode soar tão mangolão.

conversando com um e outro, vi o óbvio: a culpa não é do cara, ele é só um nerd que virou celebridade instantânea e não sabe muito bem como lidar com isso. a culpa é dos repórteres (ou ainda, dos editores), que vão na escola em que ele estudou pra entrevistar a professora ("ele já desenhava naves espaciais") e mostrar a duvidosa homenagem dos pequenos alunos, que entoaram a música (?) astronauta de mármore.

agora, tem alguma necessidade de ter um brasileiro no espaço? aqui embaixo já tem diversão garantida. a deputada que deu uma sambadinha no estilo rubinho no plenário diz que está sendo punida porque é gorda, mulher, não pinta o cabelo e é petista. olha, amiga, tudo isso tem cura. o que não tem cura é burrice.

lição

24.3.06

o estado de quase indigência tem me ensinado muita coisa.

hoje, posso dizer que sou uma mulher que me fiz por mim mesma.

fiz depilação, unha e até aparei a franja no banheiro.

ora, ora, são 100 pilas nessa brincadeira. e eu tenho uma preta pra criar.

dois pontos sobre o nada

20.3.06

* os xampus são os únicos produtos que nos xingam e a gente compra assim mesmo. estava lavando o cabelo hoje e li no xampu "cabelos frágeis, secos e danificados". tem para oleosos, para quem tem caspa, para quebrados, para extremamente danificados. com os outros produtos é bem diferente. a meia-calça disfarça "a barriguinha", os cremes anti-rugas são anti-sinais para rejuvenescer a pele e não para peles encarquilhadas, destruídas pelo sol ou que precisam de um ferro de passar.

* dia desses, um dos caras que trabalham na gráfica do jornal assobiava pelo corredor. até aí, ok, eles estão sempre cantando ou assobiando pagodes, funks e roberto carlos. o curioso é que o tiozinho assobiava "rain drops keep falling on my head". achei surpreendente e a raça humana subiu alguns pontos no meu conceito.

Intimidade demais estraga?

11.3.06

o caderno donna deste domingo (sábado) deu uma matéria sobre troca de intimidades entre casais. fizeram uma pesquisa para verificar o que os pares mais detestam ver ou que o outro o veja fazendo. 32,59% acham o fim deixar a porta do banheiro aberta. ok, isso é um problema no caso de uso do vaso sanitário. mas escovar os dentes e tomar banho, putz, normal deixar a porta aberta. 1 x 0 pra minha falta de noção.

17,31% acham que estar sempre juntos é uma merda. concordo. 1 x 1.

17,17% abrir e-mails ou correspondência sem avisar. é de doer - e é crime, se não me engano. 1 x 2

14,72% foi um empate entre arrotar e bisbilhotar o celular alheio. confesso, já mexi em mensagens, agenda e em ligações recebidas. mas tão reclamando de quê? pior se eu desse um arrotão na cara do menino. 2 x 3

3,49% criticam quem compartilha momentos de higiene pessoal. deve ser ruim, mas eu recém estou percebendo como. um dia, saí de toalha na cabeça do banheiro da casa de praia de um ex-namorado, que me chamou de "empregada". tempos depois, em certa feita, cortava as unhas na cama do namorado - eu juro, não fazia idéia que isso era falta de educação, acho que fui criada por lobos - e ele reclamou. mas eu corto bem direitinho, fica inteirinho o pedaço de unha e eu recolho as dez e coloco no lixo. mesmo assim, senti como se tivesse colocado os cotovelos na mesa durante um banquete na casa branca. 3 x 3.

conforme a pesquisa, empatei entre invasão e respeito à privacidade. e ainda faço coisas horrorosas como espremer as espinhas do outro e comer coisas do prato dele, que sempre parece melhor que o meu. me admiro que ainda possa viver em sociedade.

mas essa pesquisa não tem outras coisas de pretensa intimidade que são insuportáveis. quando dois viram um, por exemplo: "nós não vemos tv à noite", "a gente ama massa à carbonara", "preferimos leite desnatado". isso não é bem mais chato? falar mal dos amigos do namorado, da sogra, reclamar de uma ida ao jogo do inter não são coisas bem piores?

mas com uma coisa, temos que concordar: cocô de porta aberta, nem sozinha em casa.

plantar árvore, ter um filho, etc.

9.3.06

tenho uma vontade incontrolável de escrever um livro. pronto, falei. só que eu não sei sobre o que. mas certamente não será sobre isso:

- Pão da Paz: 194 Receitas de Pão de Países Membros da ONU - R$ 135,00sinopse - São 191 países que integram a ONU aqui representados por suas receitas de pão. O leitor terá em mãos um livro fartamente ilustrado, com receitas de pão representativas de cada país, e, ainda, com mensagens de paz que acompanham essas receitas.

CENTO E TRINTA E CINCO REAIS por um livro com receitas de pão. será que vendeu algum? será que o cara que escreveu está rico? será que posso escrever um livro sobre como enganar trouxas?

the heat is on

18.2.06

o cinema dos anos 80 deixou uma geração inteira com ideais de felicidade muito idealizados. os happy ends de amor eterno, o príncipe encantado, a menina feiosa que tira o óculos e o macacão e se transforma na garota mais popular da escola, o pobretão que conquista a cheerleader... como diz a guru xuxa, com o auxílio de sullivan e massadas, "tudo pode ser, se quiser será".

nestes filmes, basta uma seqüência musical suuuper agitada e a garota de rosa shocking vira uma gatinha, o carro caindo aos pedaços do john travolta vira um carrão em grease, todo o trabalho braçal é feito em segundos e aos sorrisos.

o meu sonho dourado do cinema vem de lá. tudo o que eu mais queria na vida é que ao som de "footlose" ou "what a feeling", eu conseguisse lavar toda a louça, terminasse de arrumar o quarto, lavasse o carro ou, quem sabe, conseguisse terminar o freela que preciso entregar segunda...

ps: coisa palha do jornalismo 1: a repórter sandra moreira mostrando na reportagem em frente ao copacabana palace que, como o seu rolling stone não apareceu, ela mesma foi solicitada para dar autógrafos e tirar fotos com os fãs.

coisa palha do jornalismo 2: entrevistar qualquer pessoa com mais de 60 anos e chamá-la de "seu joão" ou "dona tereza". quero ver um dia entrevistarem o seu jorge, do grupo Gerdau, ou o seu fernando, ex-presidente.

ensinamentos úteis

10.2.06



sempre achei que aprender era bom. mas ensinar é uma coisa muito mais gratificante. dá a sensação de ter uma missão na terra, sabe? de não estar no mundo por acaso.

agora, quando digo "preta, fofoca!" ela se apóia neste pilarzinho e fica observando os vizinhos lá embaixo. e só custou dois biscrocks.

não é à toa que se diz que educar é um sacerdócio.

é jornalismo de novo, mas que culpa eu tenho?

7.2.06

coisa mais feia do mundo é quando um jornalista – seja repórter, seja assessor de imprensa – escreve uma matéria inteira sem entender do que ela se trata. há um montão de exemplos de textos redigidos que levam a crer que o cara pode ser substituído por um gravador, com vantagens.


no colégio, sem internet ainda, eu e meus coleguinhas passávamos as tardes copiando livros da biblioteca para folhas de papel almaço a título de trabalho valendo nota. a cópia era tão boa que vinha com detalhes como "conforme a tabela abaixo", "na figura à direita", mesmo sem ter figura nem tabela. mas se o cara fez jornalismo, isso precisava ter ficado para trás.

recebo um relise sobre ativos intangíveis (poético, não?). o lide diz que alguém fará uma palestra sobre isso em são paulo. o segundo parágrafo informa (?): “A possibilidade de obter, transmitir e processar informações teve um forte crescimento em função da velocidade das comunicações, e, sobretudo, pelo desenvolvimento da internet. O enorme desenvolvimento das tecnologias de informação e telecomunicações criou uma série de relações complexas entre empresas e suas cadeias de suprimento. Estas inter-relações têm modificado radicalmente o modo de atuar das organizações. Diante deste cenário a gestão dos ativos intangíveis tem papel fundamental para o sucesso das organizações. “ finaliza contando quem é o palestrante, etc.


alguém me diz aí o que são ativos intangíveis? grata.



às vezes, porto alegre me irrita

2.2.06

por que será que o ricardo sempre sai com cara de pirata malvado nas fotos?
botando a brancura pra fritar

dia de folga

1.2.06

- era só o que faltava. inventaram agora que obesidade é causada por vírus. como se não bastasse TUDO no mundo conspirando contra as pessoas em forma (de azeitona, huahuahua), precisava aparecer cientistas que aconselham os gordos a LAVAREM AS MÃOS antes de cumprimentar os magros para não infectá-los.
como vingança, bolei um plano. decidi que não mais lavarei as mãos. nem depois de fazer xixi. e cumprimentarei efusivamente todos que cruzarem meu caminho. se o vírus for verdadeiro, vou ser como o maníaco da seringa com aids que espeta o povo no largo glênio peres.


- prefiro surdos como a minha avó, que quando não ouvem algo te olham com cara de paisagem e sorriso no rosto, aos como meu avô que perguntam "hain? hain? hain?" insistentemente. tendo em vista que meu avô já morreu há nove anos, o que me aborrece mesmo é que meu pai galopa na direção da surdez participativa. e faz o mesmo "hain?"


- receita de pão com alho
2 dentes de alho esmagados com carinho
2 colheres de margarina
salsa a gosto
sal a gosto
azeite a gosto
misture, misture, misture e besunte quatro cacetinhos com a papinha. elogios garantidos, para desespero do assador do churrasco.

a rede mundial de computadores

20.1.06

a internet é uma infinidade para vocês? pois pra mim não é. tem uns quinze sites - incluindo aí blogs - nos quais dou uma passadinha freqüente, dois deles de compras ainda por cima. o resto da internet resume-se ao google - existe o Troféu Roda de melhor invenção? -, aos e-mails e certamente a alguma outra coisa que no momento não me ocorre.

eis que um dos meus sites preferidos cometeu a indelicadeza de fechar as portas. toda quinta, sentava na frente do computador com um toddy light para saborear as fofocas exclusivíssimas da semana, ria sozinha, comentava com quem estivesse por perto, encaminhava o link para outras pessoas...

só falta agora terminarem com este, este e este aqui. aí, volto a fazer palavra cruzada e jogar free cell quando a pauta estiver flôxa.

ps: meu namorado passou no vestibular para filosofia. algo me diz que terei de sustentá-lo na velhice...

cenas

18.1.06

já fez calorão de 40 graus, já deu vontade de pôr moleton e já rolou até edredon nestes primeiros 19 dias de 2006 e eu nem tinha escrito nada aqui ainda. deve ser porque não tinha realmente nada para dizer.
dois amigos queridos casaram lindamente e a noiva me fez ter uma crise de choro por causa da alegria transbordante que ela demonstrava; outros dois fizeram um ano de casados (bodas de margarina?); outros dois terão uma bebê gordinha nos próximos dias. francamente, não me resta muito a escrever, tá muito mais divertido acompanhar ao vivo os acontecimentos emocionantes.
o seriado já vai fazer nove anos, entraram um monte de personagens, saíram outros de cena, participações especiais sempre acontecem. mas ainda estamos longe de procurar novos desafios ou analisar propostas.
a seguir, cenas do próximo capítulo.

do clube do ódio

28.12.05

detesto, odeio, quero matar quem diz que é eclético e gosta de tudo em música. é gente que se cadastra no almas gêmeas e diz que quer encontrar uma pessoa legal para curtir bons momentos; que tem carro tunado – aliás, é gente que usa esse termo a sério; gente que vai no rodízio de pizza pra comemorar aniversário de namoro e usa gravata de desenho animado. gente que diz que é eclética e gosta de tudo um pouco em música adora axé, pagode, sertanejo. haja.

ouvindo hoje um cd gravado no carro, percebi que o mp3 tem esse defeito, transforma pessoas normais em ecléticos em potencial. cabe muita música no cd, muito mais que a decência permitiria. começou com zé ramalho, passou por engenheiros do hawaii acústico, culminou com alceu valença, brilhando em ‘morena tropicana’.

alguém aí quer jantar na don vitto? quem comer mais não paga.

presente de natal

25.12.05

aqui vai um presentinho de natal às amigas que ficaram quebradas neste fim-de-ano, mas gostam de reveillon com roupa e sapato novo.

pontas-de-estoque em porto alegre e novo hamburgo, compiladas pela revista uma.

ATELIER Rua Dr. Pereira Neto, 479, Tristeza, tel. (51) 3268-5296. Multimarcas especializada em confecção feminina, vende grifes como Camerata e Rubicon com 40% a 60% de desconto.

EX OUTLET R. Mariland, 100, Higienópolis, tel. (51) 3342-2111. A loja é um grande depósito, onde cada arara vende uma das 35 marcas de confecção feminina, entre elas Carlota Joaquina, Glória Coelho, Index e Ginga do Corpo. Trabalha também com sapatos, roupas masculinas e infanto-juvenil. Os descontos ficam em torno de 60%.

GAMINE Av. Cristóvão Colombo, 2175, sobreloja, Floresta, tel. (51) 3028-1303. Peças de coleções de duas temporadas atrás têm descontos de até 80%. Vende marcas de confecção feminina como Maria Bonita, Chocolate, Patachou, Iódice e Lenny, além de sapatos, bolsas e bijouterias.

GANG R. Almirante Barroso, 355, Navegantes, tel. (51) 3346-6633. Uma vez por mês, a grife de moda jovem oferece itens das confecção feminina e masculina com pequenos defeitos e peças das amostras com até 60% de desconto. Também vende bijouterias, bolsas e cintos. A data do saldo só é divulgado cinco dias antes.

LENART’S R. Anita Garibaldi, 726, Bela Vista, tel. (51) 3321-1181. Vende de street wear a roupas de festa femininas. Além de marca própria, oferece peças de marcas como Moça Bonita, Nutrisport, Cheroy e Hit, com descontos a partir de 50%.

LU BY LOLITA Av. Azenha, 941, Azenha, tel. (51) 3219-4209. Nos meses de março e setembro, as coleções passadas passam das filias para a loja da Azenha, que vende as peças com 60% de desconto. Entre as marcas oferecidas, o destaque é a uruguaia By Lolita.

OFF PRICE R. Padre Chagas, 327, lj. 3, Moinhos de Vento, tel. (51) 3395-1935. Roupas masculinas e femininas, além de bolsas, cintos, tênis e mochilas, com descontos acima de 70%. Tem peças de grifes como Vide Bula, Carmin, Doc Dog e Disritmia. Os tênis e camisetas da Puma são destaque. Funciona apenas às quartas, sábados e domingos.

VANDASCH Shopping Total, Av. Cristóvão Colombo, 545, loja 1061, Floresta, tel. (51) 3314-7061. Fabricação própria e revenda de malharias e confecções femininas. As roupas e biquínis têm desconto de cerca de 60%.

AREZZO OUTLET R. 5 de Abril, 445, Rio Branco, Novo Hamburgo, tel. (51) 593-5454. Única outlet da Arezzo no Brasil. Tem botas, tênis e todas as linhas de sapatos das coleções passadas com desconto de 20% a 70%.

ARMAZÉM DAS FÁBRICAS Av. Cel. Travassos, 719, Rondônia, Novo Hamburgo, tel. (51) 595.2606; Av. Paraguassú, 2255, Xangri-lá (de dezembro a março), tel.(51) 689-4950. 12 mil pares de calçados tipo exportação com descontos de 50% a 70%. Entre as grifes vendidas, estão as peças do estilista Mauricio Medeiros. Vende também pela Internet (www.armazemdasfabricas.com.br).

CASA DO SAPATO R. 1º de Março, 17, Centro, Novo Hamburgo, tel. (51) 593-3863. Peças de coleções antigas com 50% de desconto. Tem calçados masculinos, femininos e infantis de marcas como Luz da Luz, Via Marte, Azaléia e Ramarim.

CRISTÓFOLI R. Magalhães Calvet, 50, Centro, Novo Hamburgo, tel. (51) 595-2460. Calçados femininos e masculinos, cintos, carteiras e bolsas de coleções antigas e algumas peças da coleção atual da grife com descontos entre 50% a 70%.

EMPÓRIO K Av Plinio Brasil Milano, 1479, Higienópolis, tel. (51) 3328-1301; Av. das Hortências, 3955, Gramado, tel. (54) 295-1451 e mais três endereços. Estoque de 15 mil pares de sapatos distribuídos em quatro lojas. Vende bolsas e calçados femininos e masculinos, nas linhas alto esporte, social e festas por preços com 30% a 50% de desconto.

MERCADO DO SAPATO R. 24 de maio, 242, Vila Rosa, Novo Hamburgo, tel. (51) 527-0232. Sapatos masculinos e femininos tipo exportação com valor 50% mais baixo.

OUTLET SHOES BY MARTREA POLTRONIERE Frederico Linck, 883, Centro, Novo Hamburgo, tel. (51) 3035-5611; Borges de Medeiros, 1686, loja 3, Centro, Gramado, tel. (54) 286-0839; Borges de Medeiros, 2861, loja , Centro, Gramado, tel. (54) 286-5315. Sapatos tipo exportação de marca própria e de grifes nacionais femininos e infantis com descontos de 30% a 70%.

PONTA DO PÉ R. Felipe Camarão, 746, Bom Fim, tel. (51) 3022-8882. Marcas, como Arezzo, Cristófoli, Flor de Mel e Schutz, incluindo lançamentos, com cerca de 60% de desconto.

PUNTO DI MARCA R. Carlos Trein Filho, 1105, Bela Vista, tel. (51) 3028-8381. Sapatos tipo exportação fabricados no Vale dos Sinos e que não têm circulação nacional são vendidos a preços 30% mais baratos do as peças similares em lojas comuns.

REEBOK OUTLET R. Vilela Tavares, 30, São João, tel. (51) 3024-7675; Rua Dr. Flores, 188, Centro, Fone (51) 3018-1525 e mais dois endereços. Artigos esportivos, tênis e confecção masculina e feminina de coleções passadas a preços mais atrativos do que os praticados nas revendas Reeebok.

mais idéias para ficar rica brincando

20.12.05

meu projeto de ficar rica a partir de idéias esdrúxulas vai de vento em popa. pelo menos na parte das idéias esdrúxulas.

depois de ouvir pela milionésima vez que preciso fazer algum exercício físico, pensei que falta algum estímulo para quem detesta ginástica freqüentar a academia. saúde, bem-estar, fôlego não são palpáveis, para mim não funciona. preciso é de um brinde.

primeiro, pensei em chocolate. cada vez que o freqüentador fosse à academia, ganharia uma barrinha de shot ou crunch ou galak. mas a verdade é que chocolate não é uma boa idéia, ia colocar por terra todo o esforço.

qual a segunda melhor coisa do mundo, então? dinheiro. pois vem daí a minha idéia genial. a mensalidade da academia custará R$ 500,00. porém, a cada dia que o sócio comparecer, ele ganha R$ 10,00 em dinheiro. se ele for o mês todo, sem falhar um só dia, ganha R$ 300,00 e terá pago pela academia R$ 200,00. vai achar a academia super eficiente e sairá com dez pilas todo dia pra comer um açaí na saída.
vou ou não enriquecer?

da tevê

14.12.05

tu tens um programa às 23h44 na guaíba. como torná-lo atrativo? falando de opacímetros*, é evidente.

"nós temos um problema muito sério de poluição atmosférica. nós, que eu digo, é o mundo como um todo."

"70% da poluição em londres vem da calefação. 70% também vem dos automóveis."

*aparelho capaz de medir os níveis de fumaça expelidas pelos veículos.

gorda sem-vergonha

todo santo dia, como a mesma coisa: toddy light e pão com manteiga de manhã, uma colher de algo no almoço (massa, arroz, carreteiro, salada, carne), um shot (finado krot) de tarde, toddy light e pão com manteiga de noite. as variações ocorrem aos fins-de-semana ou durante a tarde, em um aniversário (real ou imaginário) quando a horda de gurias da economia encomenda um cento de negrinhos e branquinhos.

pois bem. como pão é uma parte indispensável da ração diária e algo que nunca me enjoa, em tempo algum, dei de gorda sem-vergonha no sábado. adquiri uma prática e fácil máquina de fazer pão, em dez vezes sem juros. é uma barbada de fazer, os pães são ótimos e não suja nada. bom, eu mesma ainda não fiz nenhum, mas como expert no tema, recomendo. se tudo der errado, pode ser meu ganha-pão. hein, hein? tá bom, tá bom, não pude resistir.

brasileiro adora futebol

São Paulo 2 x 1 Al-Ittihad, pelo Mundial de Clubes, no Japão. Rogério Ceni vai bater uma falta.

camila - paiêeeee, me traz papel higiênico que terminou aqui no banheeeeeiro!

pai - ah, não. deixa ele bater esta falta primeiro.

*****

galvão bueno - mas você acha que foi falta, arnaldo?

arnaldo cezar coelho - não, ele tentou cavar. isso é muito comum na américa latina, mas aqui na Eruopa*, isso não acontece.

*jogo no Japão.

*****

camila - pai. ô, pai. paiêee!
clarissa - pai, a camila te chamou
pai - que tu disse?
clarissa - a camila te chamou.
pai - nah.
camila - pai, por favor, só vem aqui na porta da cozinha.
pai - ...
camila - por favor, pai.
pai - ...
clarissa - pai, tu não tá ouvindo?
pai - ah, mas que merda... na hora da novela, vocês vão ver.

*****

profissão do lar

13.12.05

lembro da primeira vez que fui ao cinema com meu primeiro namorado e pedi dinheiro pro meu pai para pagar a entrada. “mas dinheiro? nasci na época errada mesmo. quando eu era guri, tinha que bancar o meu ingresso e o da namorada. agora, com três filhas, tenho que pagar de novo...” pobre pai. ele tem razão. a emancipação feminina não trouxe grandes benefícios.

tentei angariar seguidoras para minha tese no fim-de-semana, sem sucesso. mas raciocinem comigo. quando a mulher não trabalhava, não havia desemprego deste tamanho e os índices de violência eram menores, porque os filhos eram acompanhados de perto pelo chinelo da mãe. votamos, mas, aparentemente, isso não fez com que escolhêssemos melhor os governantes.

se parássemos de trabalhar, iam sobrar empregos para os nossos homens. os salários aumentariam, com a súbita escassez de mão-de-obra. poderíamos ficar em casa, fazendo cursos de cerâmica e história da arte. poderíamos ler mais, fazer academia, bater pernas no shopping center e planejar as férias da família. poderíamos cozinhar até.

pensem nisso, mulheres. nosso estresse, tendinite, cabelo maltratado, barriga, tudo culpa das nossas mães e das mães delas, que quiseram deixar uma vida segura, honesta, ao lado do marido, pra bater perna pela rua. boa coisa não ia dar.

clarissas

9.12.05


em não sendo um nome muito popular, acabo sendo chamada de clarice, larissa, marisa e até dóris (isso foi numa comanda). um tédio. mas pelo menos não tinha que ser a barreto no colégio, como a minha irmã camila, que só na sala dela tem quatro homônimas.

eis que entrou uma outra clarissa no jornal e os enganos se sucedem:

- oi clarissa, é a antonia de novo. recebeu o mail?
- ahn, oi... mail? antonia de onde? ah, acho que é com outra clarissa...
- clarissaaaaaa, telefone!
- passa pra mim!
- esse telefone não passa. atende aqui.
toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc
- alô.
- oi, clarissa, é a antonia de novo. recebeu o mail?



minha certeza de ter um nome não tão comum caiu por terra. conforme este sítio (surrupiado do blog da rosele), clarissa é o 366º nome feminino mais popular nos estados unidos em 2004. após o boom de popularidade que experimentamos em 1996, com a 243ª colocação, nós clarissas perdemos espaço ano após ano para as ashleys (8º lugar), samanthas (9º) e as emilys e emmas (1º e 2º lugares respectivamente). até mesmo perla, sage e itzel (!) estão na dianteira e kaydence e sasha se aproximam perigosamente. cadê as autoridades que não tomam uma providência? por aí, fazendo guerra no iraque e batizando as filhas de emma.

homem no súper

8.12.05

nunca, nunca, nunca manda um homem no súper – nem no mercadinho, exceção pode ser dada à padaria, até um macaco bem treinado pode pedir cinco cacetinhos. eles SEMPRE voltarão com coisas a mais, caras e/ou inúteis, como leite de soja, quilos de frios, um suco novo com a inverossímil mistura de acerola+abacaxi+pepino em conserva.


mesmo meu pai, um homem vivido, com mulher e três filhas, que sabe perfeitamente que dentro de nossas intransigências uma prefere o.b., a outra tampax, a terceira sempre livre com abas e a quarta, sempre livre sem abas, faz das suas.

solicitado a comprar emergencialmente um pacote de sabão em pó numa venda (cruzes) perto de casa, decidiu fazer um excelente negócio: comprou uma marca nova, fabricada por gente nossa. preço baixo e ainda dar uma força para a combalida indústria gaúcha foram apelos irresistíveis.

resultado desastroso: alergia infinita nos membros da família, dodóis que parecem mordidas de mosquito pelo corpo. e omo entrou para sempre na listinha das intransigências, de onde nunca deveria ter saído.

ah, os hábitos

2.12.05

minha irmã de 16 anos não poderia entrar no banco porque ia ficar presa no detector de metais. não são brincos grandes ou piercings que esta juventude levada anda usando, não - e muito menos uma escopeta. são clipes. clipes de papel, que ela usa para prender a barra da calça de cotton (ainda se diz "cotton"?) que fica comprida. espero que isso seja alguma moda e não um sintoma de loucura.

contei isso pra lari ontem, por causa de um post do blog dela falando em fita adesiva para fazer a barra da calça (aliás, ainda se diz "barra"?)

o bagaceirismo é algo que se adere ao adolescente de uma forma incrível. quando saíamos de noite no ragga store, era saia, blusa, meia de ginástica e TÊNIS. tênis reebok, de botinha, que rasgou-se e foi colado com fita tape. creia, jovem que completou 18 anos e precisa se alistar no exército brasileiro, ninguém usava sandália, bota ou sapato, salvo em festas de 15 anos, quando se fazia necessária alguma pompa para comer estrogonofe com batata palha. e isso nem faz séculos, são só 10 anos.

como namorei durante o período de transição do tênis (1995) para a sandália (1997), quase não saía à noite, porque estávamos muito ocupados tendo brigas homéricas por causa de alguma assinatura maliciosa na camiseta do uniforme do terceiro ano ou "se tu não me deixa ler a tua agenda, é porque tu tem algum segredo para mim". aí, seguia-se a discussão, o choro, a conversa, o entendimento e as pazes. tudo isso no telefone, por duas horas, para desespero do meu pai.

quando terminamos, a moda tinha migrado para inacreditáveis botas e saias de couro, num momento fashion farrapos em pleno dado bier. só acredito nisso porque tenho fotos.

por sorte, nestes anos 2000, a moda virou algo vista-o-que-quiser. o que me permitiu, em um arroubo de saudosismo, ser pioneira no revival dos anos 90. é ou não dos déiz mais tri?

o sexo, a cidade, a insônia

30.11.05

não adianta. meu negócio é friends. a única maneira de levar um seriado americano a sério é que ele ria de si mesmo.

to assistindo a sex and the city, a quarta temporada mui gentilmente emprestada pela lari.

é um seriado, dura meia hora cada episódio, tem encontros e desencontros de um grupo de amigos, fez um sucesso danado, se passa em nova iorque, justo que nem friends.

mas, meu deus, como aquela gente carece de humor. joey transou com todas as mulheres com quem cruzou em friends, mas nunca seria tão inverossímil quanto samantha. miranda - provavelmente a personagem mais CHATA já interpretada por um ser vivo - torna ross o cara mais engraçado do mundo. monica era a fim de casar e ter filhos, mas nunca virou uma charlotte, dona-de-casa e aborrecida.

rachel, a fútil-maníaca-por-sapatos-e-(ex) nariguda, não se leva tão a sério quanto carrie, mais do que nunca a estranha. no episódio que acabo de ver, ela ganha um ibook do namorado e a reação dela só foi pior do que o que eu esperaria do solon ganhando um produto apple. "oh, ele quer resolver todos meus problemas, não respeita minha individualidade enquanto pessoa". chata, chata, chata. isso não é problema de verdade. falta uma louça pra lavar, um tanque de roupa pra esfregar, uma conta bancária no vermelho.

ou pode ser que realmente não haja a menor chance de um seriado sem chandler bing ser bom.



em tempomeu namorado resolveu me contar que tem um blog misterioso. espero que no rastro desta revelação, não surjam mulher e filhos em cachoeirinha ou taras com animais.

agora, vamos combinar

27.11.05

comemorar título maloqueiro de segundona é que nem colocar faixa na frente da casa de praia em quintão

"parabéns, grêmio. bixo terapia ocupacional fapa"

frustração

23.11.05

já quis ser advogada, porque achava simplesmente sensacional o clima de tribunal, aquela solenidade toda, o réu de olhos baixos, o júri, a peruca do juiz, os móveis de mogno. adoro filme de julgamento.
me frustrei horrores quando, em uma ação na justiça, descobri que as varas são mesmo uma porcaria (e soa o alerta de trocadilho ruim). uma saleta sem glamour, juízes sem toga e o que é pior, móveis de compensado.
mas na semana passada foi pior. convocada para ser testemunha em um caso na justiça do trabalho, mal podia esperar para dizer tudo o que eu sabia sobre o caso.
- o que você estava fazendo no dia 30 de abril de 1999?- hum, hum, eu... ãhn- meritíssimo, ela não sabe! - culpada!
e lá iria eu para a cadeia. adoro filme de cadeia.
eis que fiquei das 9h ao meio-dia no 3º andar do tribunal regional do trabalho, em frente à 9ª vara (uia). e eu nem fui chamada para testemunhar. e o caso já terminou. que fracassada.

Sobre ser jornalista

22.11.05

tenho a plena sensação de que vou começar a não gostar mais de ser jornalista em alguns anos. não pelo trabalho em si, mas por o que o envolve.

ser jornalista implica em fazer frilas para complementar um salário que não dá para quase nada;

ser jornalista implica em, por causa destes frilas, passar fins de semana de folga trabalhando;

ser jornalista implica em procurar fontes no domingo. e ligar para estas pessoas no domingo de noite pedindo o impossível;

ser jornalista implica em telefonar novamente para a única pessoa que se propôs a ajudar para dizer que o e-mail não chegou às 21h51;

ser jornalista implica em escrever cinco páginas de texto estiloso, conforme pedido do editor, mesmo com preguiça, sono e dor nas costas, nada estimulantes;

ser jornalista implica em saber que, quando terminar finalmente este texto, ainda há dois trabalhos bem grandes para finalizar. sempre num prazo razoável, contado não em dias, mas em horas;

ser jornalista é ser uma lebre na hora de entregar o texto, mas ser tartaruga para receber...

reminiscências

18.11.05

acabo de receber um mail do amigo secreto.com, um site que faz o sorteio virtualmente, e me deu uma melancolia... este deve ser o primeiro ano em uns seis ou sete que não vai ter amigo secreto entre os meus amigos. vai ser quase impossível reunir a todos, fabiano em buenos aires, renata e emi em são paulo, além dos que estão aqui pertinho, mas que, por uma razão ou outra, não vejo há tempos.
e pensando no amigo secreto, passei para o ano-novo, que deve ser também todo separado, uns trabalhando, outros viajando para lugares diferentes.
é pouco provável que se repita um ano-novo como o da virada de 99 para 2000, quando a santa ceia foi em rainha do mar e a simone deu uma festa quebra-tudo que tinha até o cantinho da simpatia.
ou como o de 2000 para 2001 (ou será que foi 2002? desculpem, velho tem disso, faz reminiscência e ainda esquece a data), quando alugamos uma casa em capão da canoa, finamente decorada com fotos de mulher pelada por filipe e emiliano, que descobriu as alegrias de um creme à base de aloe vera. quando enchemos o saco do dj solon para tocar ivete sangalo e, quando ele finalmente o fez, saímos em trenzinho rua afora e o deixamos sozinho ouvindo a música.
quanto ao carnaval, melhor nem lembrar. no último que passei com o pessoal reunido, na pinheira, a elisa era um fetinho e agora tá uma mocinha que escolhe vestido para ir em casamentos. duas piscinas. augusto ganha o apelido de serra elétrica. márcio tenta argumentar com o caseiro em uma legítima moral de cuecas.
mesmo que eu passasse o ano-novo em nova iorque e o carnaval na costa do sauípe não ia ser tão divertido... ok, na verdade seria, mas com vocês ia ser bem melhor.
acho que eu to vendo muito friends.

rapidinhas

16.11.05

- a sede do Inmetro, aquele instituto que diz se o produto presta ou não, fica em Xerém, terra natal de Zeca Pagodinho. cada um conclui o que quiser.

- por que a caixa federal tem financiamento para a casa própria para quem ganha acima de 4,8 mil e para quem ganha abaixo de 1,8 mil?

- por que os cientistas fizeram uma pesquisa para comprovar que sair desagasalhado (parece um ninho de mafagafos) causa resfriado? amanhã, vão divulgar que desobedecer os mais velhos é feio?

piscinão

12.11.05

nunca pensei que ia virar aquelas velhas - de qualquer idade - que cuidam do cachorro como se fosse um filhinho, compram brinquedinhos, comidinhas, etc.
até a preta.
aí, fodeu.
na primeira semana, dei de solteirona clássica, indo no súper sexta de noite e saindo com um pacote de ração, um brinquedo de bebê humano e uma braçada de ossinhos comestíveis. não saía de noite para não deixá-la sozinha. deprimente, enfim.
mas hoje deu-se a superação. preta penava com o calor e o que a "mamãezinha" dela fez?
se enfiou no carrefour em pleno sábado de tarde em busca de uma piscina para o bebê se refrescar.
valeu a pena. tava ou não divertido?
mais fotos aqui

de um fim de semana desses aí

9.11.05

"A um minuto de uma hora da manhã, tenho 2,8 mil caracteres dos 7 mil que preciso espremer a cabeça para despejar na tela do word antes das nove horas da mesma manhã.

Não consigo pensar em um lead decente e isso me faz navegar desesperadamente por sites, blogs e afins em busca de uma palavra que desencadeie a idéia que está latejando em algum lugar dos meus miolos mas que não sai de jeito nenhum. Tenho a história, tenho o tema, tenho os depoimentos, só não tenho o insight.

Ainda vou escrever um livro chamado Jornalismo for dummies. Com receitas testadas-e-aprovadas de leads, subleads, títulos e encerramentos. E ganhar dinheiro. Aí, eu nunca mais ficarei até dois minutos depois da uma da manhã enrolando com bobagens em vez de trabalhar, porque estarei extremamente rica, huahuahuahua."

tava me fazendo falta um blog, hein?

ah, mulheres

vó

8.11.05

pensei que já tivesse descoberto todas as coisas bizarras a respeito da minha vó. casou grávida e de preto, se divorciou com cinco filhos pequenos, teve cinco maridos, escreveu um livro de poesias eróticas. eis que neste fim de semana estava distraída enquanto ela conversava com a minha mãe :

vó - lá em rio grande é brabo, tem muito banhado.
mãe - é, muito úmido
vó - lembro que uma vez eu estava brincando com meu primo, o briones...
eu - epa, epa, epa, meu primo o quê?
vô - ué, meu primo briones. briones de biase.

momento traça

6.11.05

terça-feira, 19h, primeira incursão pela feira do livro:

- feliz ano velho, marcelo rubens paiva - como a própria contracapa do livro diz, é o segundo mais lido pelas candidatas a miss depois de o pequeno príncipe. embora meu último desfile de beleza tenha sido aos sete anos concorrendo ao título de a mais bela prenda do meu condomínio (e perdi), já tinha lido a metade do livro esperando por alguém que não lembro quem era na saraiva megastore. ler a outra metade saiu por 5,00.

- como fazer amigos e alienar pessoas, toby young - odeio jornalista que se acha, que comenta como quem não quer nada 'o germano (rigotto) me disse ontem que...', 'o zé otavio (germano) me perguntou o que eu achava', 'a petrobras não patrocinou meu programa porque denunciei o pt'. por isso, uma autobiografia de um jornalista que se acha, mas que tem consciência disso, cai como uma luva. 20,00.

- os nus e os mortos, norman mailer - 'a obra-prima do maior escritor norte-americano vivo', como diz a capa, por 23,00; a conferir.

domingo, 15h30min, segunda (e última), incursão pela feira do livro:

- Asterix e o caldeirão - diversão garantida por 10,00. e ainda tem gente que paga putas, fuma maconha ou vai ao dado bier.

- não verás país nenhum, ignácio de loyola brandão - o primeiro livro que li do cara foi 'zero', dica da clarissinha para o nosso círculo literário que nunca saiu do primeiro encontro. como foi bacana e custava 2,50, vamos ver a que veio.

- astrologia, sexo e amor, sydney omarr (sic) - culpa da márcia. 2,50

- a gravura no rio grande do sul 1900-1980, carlos scarini - a trabalho. há de ser útil. 5,00

- a vida sexual da mulher feia, cláudia tajes - até que enfim um lançamento. dica da cássia. mas, honestamente, gostei mais de as pernas de úrsula. 19,90

- memórias de minhas putas tristes, gabriel garcia márquez - ótimo, ótimo, ótimo. e ainda nem li, mas tenho certeza absoluta de que é excelente. 19,90

- as intermitências da morte, josé saramago - fiquei duas horas e meia na feira do livro, debaixo de chuva, em cima de poças d'água, passando frio. mas porque eu gosto. agora, o ricardo odeia multidão, desconforto e seria capaz de assassinar um flanelinha. mas foi comigo, estacionou o mais perto possível da praça da alfândega, carregou as sacolas, parou em cada saldo, me protegeu da chuva. e ainda assim sou canalha o suficiente pra comprar um livro que eu quero ler de presente pra ele em agradecimento. ainda bem que ele também gosta... mas não duvido que eu o leia primeiro. 28,00

inmetro

5.11.05

podia ter saído de um comercial bizarro que dá no multishow, mas aconteceu na vida real.

hoje de tarde, nada para fazer, enfiei uma camisinha jontex lubrificada no dedo, coloquei pasta de dente na ponta e fiz uma loucurinha. tentei escovar os dentes da preta, que está com um bafo de dragão.

não fui muito bem sucedida, mas após arranhadas, mordidas e unhadas, a camisinha foi a única coisa que sobrou intacta da experiência.

portanto, lembrem-se, moçoilas e rapazes, jontex lubrificada, resistência sem igual.

dos livros

3.11.05

há livros que estão por aí, picando na área, esperando um mais talentoso pra pôr a mão na massa. se alguém aí se habilita, lá vão algumas:

- misterioso homem em coma num hospital de são paulo. esta é sensacional. o paciente de 30 anos está na UTI desde o dia 21 de agosto e ninguém consegui identificá-lo.

- na mesma linha, o pianista que perdeu a memória e foi internado num hospício na europa. o cara é um talento, mas ninguém sabia quem diabos ele era – nem ele. agora, não sei em que pé está, mas o mote vale.

- essa é de ficção: uma garota cuja mãe escolhe seu nome ao ler uma revista na manicure quando estava grávida - Vanite Fér. ok, ok, só uma idéia.

escolha abaixo seu modo de ver a vida

1.11.05

acabo de descobrir que ganhei dez pilas na lotofácil. puxa, que sorte.

com um numerozinho a mais, ganharia 1,3 mil. putz, que azar.

da relatividade do preço

quando eu fazia reportagem de varejo - subiu o preço do pão, caiu o valor dos hortifruti, as roupas estão pela hora da morte -, na época de ano-novo, natal e páscoa fazia muita pesquisa de preço pra ver quanto o pobre do consumidor ia gastar a mais que no ano passado para assar o seu peru, seu porquinho ou seu bacalhau.

é deste último peixe que eu queria falar. o preço do quilo era sempre uma fábula, perto de 100 reais no mercado público. e eu achava aquilo muito estranho, embora goste de bacalhau, nunca entendi esta preferência. cem pilas dá pra comprar um bastantão de picanha, que é muito mais gostosa.

fui no endocrinologista na sexta-feira e descobri que havia perdido 1,5 quilo, que, somando-se às perdas de peso desde maio, chega-se à marca histórica de dez quilos a menos sob minha alva pele. excelente, saí do médico 60 reais mais pobre, mas cantarolante. enfim.

o que isso tem a ver com o bacalhau? tudo. ao todo, nestes cinco meses, gastei cerca de 600 reais, em consultas, comida light e medicamentos. divididos por dez - a perda total -, chego à conclusão que valho 60 reais o quilo, 120 reais por mês, portanto.

pelo menos o bacalhau é só uma vez por ano.